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Bo Toriko.jpg

Pazes

*Katsudon: Feito com arroz e costeleta de porco empanada, katsudon é dito ser o prato favorito de Izuku.

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*Genkan: Aquelas tradicionais entradas para residências japonesas onde se guardam sapatos.

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Após o seu reencontro com o ex chefe, Izuku andou tendo que esconder do colega de quarto sobre alguns acontecimentos; o bicolor já criou caso novamente ao descobrir que saíram para almoçar juntos, mas se aquietou ao saber que não aconteceu nada entre eles e que Izuku estava mesmo retomando as coisas com calma. Ao menos o esverdeado aprendeu sobre como o processo de perdão funciona, mas se viu tendo que esconder do próprio amigo sobre acompanhar Kacchan até o desfile, naquela Sexta à noite.

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Todoroki saía às 18h do trabalho, só tinha de avisar onde estaria quando saísse de casa e não teria de lidar com “empecilhos”, caso Todoroki quisesse estragar seus planos de alguma forma, afinal Izuku queria mesmo ir ao desfile mais do que tudo.

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Era estranho ver toda aquela super proteção partindo do bicolor; ainda mais sabendo que o mesmo tentara flertar com Izuku no passado, o esverdeado começava a questionar suas intenções.

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Até então, Todoroki sabia somente que ambos andavam conversando por mensagem, o que era a única garantia que tinha de que não estavam se encontrando juntos, mas não era como se não fosse acontecer novamente cedo ou tarde e tinha plena consciência disso, e era o que mais o preocupava.

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Se pudesse revelar a verdade para seu amigo, talvez as coisas seriam mais fáceis para fazê-lo evitar Bakugou, mas isso talvez significaria que ele mesmo não mais poderia ter Midoriya em sua vida, e era a última coisa que queria. O esverdeado não tinha ideia do quanto era grato a ele.

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Há chegado o tão esperado dia, Izuku estava tão ansioso que às 17h já estava pronto.

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Mesmo que não soubesse se poderia confiar na palavra de Katsuki para cumprir com sua promessa, mesmo que sua presença ainda fosse desagradável devido a experiências passadas, esse era um evento para o qual gostaria realmente de comparecer.

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Às 17:30h, o chofer chegou como esperado; Izuku entrou no carro em direção ao desfile e já puxou o celular para avisar Todoroki sobre onde estaria quando se deteve; talvez não devesse contar ao bicolor o lugar exato, ele conseguiria acesso fácil a esse tipo de evento e poderia tentar sabotar. Pensou então numa desculpa que seria mais cabível.

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Oi, Todoroki! Desculpe avisar de última hora, o Iida e a Uraraka me convidaram para jantar na casa deles, então vou voltar mais tarde hoje.

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Não muito tempo depois, uma resposta vibrou em seu celular.

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Vocês vão se encontrar sem mim? :(

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Izuku começou a suar frio ao pensar numa explicação plausível.

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Ah, é que o Iida fez katsudon* e eu não queria deixar esfriando. ‘^^ Vamos jogar e assistir filmes logo depois, então posso demorar para voltar.

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Ah, sim. Então posso aparecer por lá, quando voltar do trabalho?

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O coração do esverdeado quase saltou pela boca, estava ficando sem desculpas.

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Eu não sei… eles te mandaram alguma mensagem, também?

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Não… por acaso vocês não me querem lá?

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Não, Todoroki! Não é isso!

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Midoriya…

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Você não está mentindo para mim, está?

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Pego no flagra. Os dedos de Izuku pairaram sobre o teclado do smartphone sem saber o que responder, foi quando o bicolor se deu conta do que se tratava.

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Você vai ver o Bakugou, não é?

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Izuku não respondeu, apenas engoliu um seco enquanto seu amigo voltava a digitar.

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Sabe que eu não apoio isso.

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Eu não preciso que você me apoie, Todoroki.

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Só estou tentando te proteger, você sabe disso.

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Eu sei! Mas você também precisa me deixar tomar decisões sozinho.

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E se ele te decepcionar de novo ou fazer ainda pior?

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Então eu te deixo esfregar na minha cara pelo resto da vida.

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Vai mesmo esperar acontecer para se afastar dele?

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Como pode ter tanta certeza?

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Você já viu o que ele fez uma vez, não está sendo um pouco ingênuo demais?

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Desculpe, Todoroki, mas eu acredito que as pessoas podem mudar.

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Mas não tão rápido assim.

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Aquela conversa só estava ficando cada vez mais hostil e não os estava levando a lugar algum, Izuku então resolveu dar um ponto final.

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Desculpe, Todoroki, eu te aviso se precisar de alguma coisa. Volto mais tarde.

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O esverdeado não esperou uma resposta, apenas desligou o celular e recostou no assento. Aquela noite teria começado melhor sem uma briga com seu amigo.

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Chegando ao local, Izuku agradeceu o chofer ao descer do carro e ficou boquiaberto com a magnitude do evento. Tinha muitas pessoas e vários rostos famosos que jamais sonharia em ver pessoalmente, já se sentia deslocado antes mesmo de entrar.

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Andou pelo local em busca de Kacchan, olhando os arredores timidamente; muitos ignoravam sua presença, alguns outros o fitavam como que dizendo “o que está fazendo aqui?”. Claro, Izuku não era realmente conhecido no mundo da moda e estava sozinho.

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Já estava tão sobrecarregado que pensou em dar meia volta e partir mas, assim que se virou, viu aquelas familiares orbes escarlate o encarando de volta.

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- Wah-chan! - Exclamou surpreso.

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O loiro sorriu para ele.

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- Já estava pensando em fugir?

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Izuku abaixou os olhos, acanhado.

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- Estava te procurando.

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- Então ainda bem que eu te encontrei.

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- Claro… - Izuku respondeu devagar.

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Sem perceber, já estava dando uma boa olhada em Katsuki de cima a baixo; seu terno escuro combinava muito bem com ele e seu cabelo penteado para trás com um topete complementava seu look elegante. Seria errado achar que está bonito?

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- Hã? - Bakugou resmungou confuso.

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- Hã? - Midoriya resmungou em resposta.

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O loiro voltou a sorrir.

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- Não tem problema, Izuku… você também está muito bonito.

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Seu rosto sardento esquentou, não tinha percebido que falou em voz alta...

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- Vamos indo? - Kacchan tomou a dianteira e guiou Izuku pelo recinto com a mão em suas costas. O esverdeado sentiu-se até incomodado com a proximidade repentina, mas não protestou.

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Passaram pelos fotógrafos do tapete vermelho, os quais insistiram para que Bakugou posasse para eles; este aceitou de muito mau grado, puxando Izuku para posar juntamente de si, mesmo contra seus protestos.

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Todos ficaram confusos ao ver aquele rosto novo e começaram as perguntas enquanto os flashes de câmera batiam ao seu redor.

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- Quem é esse, senhor Bakugou? - Perguntou um dos fotógrafos.

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Katsuki se virou pro esverdeado ao seu lado com um sorriso sereno.

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- Um amigo querido.

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Izuku fitou-o em silêncio.

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- E qual o nome desse amigo? - Outra fotógrafa perguntou curiosa.

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Katsuki sorriu para Izuku, dando-lhe a deixa para falar.

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- Ah… Izuku Midoriya! - Respondeu o esverdeado.

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Os fotógrafos então começaram a bombardeá-lo de perguntas, querendo saber mais sobre aquele rosto novo.

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- Você é um novo empregado do Bakugou? Qual sua ocupação na Ichiban?

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- É um novo modelo?

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- Quem fez o seu terno?

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Bastou Katsuki se pronunciar para se livrarem deles.

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- Caiam fora, bando de abutres! Isso não é da conta de vocês!

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Os fotógrafos pareciam em choque por um momento até Katsuki guiar o esverdeado para longe dali enquanto os flashes batiam atrás deles.

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O loiro parecia apressado, Izuku não sabia para onde o estava levando; pararam para conversar com alguns estilistas e modelos no caminho que chamaram a atenção de Bakugou e prestaram pouca ou nenhuma atenção ao esverdeado que o acompanhava, mesmo que este parecia maravilhado em ver essas pessoas de perto pela primeira vez.

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Chegaram à passarela e Izuku admirou o lugar boquiaberto, era sua primeira vez assistindo um desfile ao vivo.

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- Gostou? - A voz de Kacchan o tirou de seus devaneios.

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- Está brincando? É o que eu sempre sonhei, desde garotinho.

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O loiro sorriu à sinceridade.

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- Que bom, fico feliz em realizar esse sonho para você.

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Izuku corou de leve, até que algo brotou em sua mente.

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- Ei, Kacchan… como você entrou pro mundo da moda?

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O loiro parecia surpreso com a pergunta.

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- São negócios de família… Meu pai era estilista e minha mãe, costureira. A empresa era do meu pai, inclusive.

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- Entendi… está assumindo os seus negócios. Eles já se aposentaram, então?

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- Minha mãe pelo menos, o meu pai faleceu há muito tempo.

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- Ah… sinto muito. - Izuku disse cabisbaixo.

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- Não tem problema, faz muito tempo mesmo, já superamos isso. Venha, vamos nos sentar. - Disse puxando o esverdeado para os melhores assentos em frente à passarela. - Mas me conta… e quanto aos seus pais?

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- Ah… - Izuku fitou-o surpreso; pela primeira vez estava demonstrando interesse. - Meus pais são assalariados; minha mãe sempre me apoiou no meu sonho de me tornar estilista, meu pai já acha estranho… Eu não o vejo desde os quatro anos, quando foi para os Estados Unidos a trabalho.

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- Sinto muito por isso.

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- Não tem problema, eu já nem lembro mais de como ele é. Não dá para sentir falta de quem nunca esteve lá, sabe? - Izuku esfregou a nuca acanhado.

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- Mas ainda não sente falta de uma figura paterna?

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- Na verdade não, minha mãe já é tudo o que eu poderia querer!

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Bakugou sorriu sereno.

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- Deve ser uma mulher maravilhosa, então.

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- Ela é.

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De repente sua conversa foi interrompida por dois corpos tomando as duas cadeiras ao lado de Katsuki.

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- Olá, Bakugou.

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O loiro fitou-os irritado.

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- Shimura, vejo que trouxe sua secretária.

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- É claro que trouxe! Himiko é meu braço direito. - Tenko sorriu.

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- Devo imaginar como… - Bakugou disse sarcástico. - Precisam ficar aqui?

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O moreno ergueu a sobrancelha em sua direção.

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- O quê? Eu imaginei que estivesse aqui e vim te procurar, não podemos passar um tempo entre amigos?

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- Claro mas, caso não tenha notado, eu já estou acompanhado. - Bakugou disse impaciente, os outros dois esticaram os pescoços para o esverdeado ao seu lado.

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- Nesse caso, me perdoe por interromper. - Tenko sorriu ao se levantar. – Vamos, Himiko.

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A loira encarou Izuku com um olhar penetrante antes de obedecer, mas este parecia muito concentrado em seu celular para notar; Toga simplesmente desistiu de conseguir sua atenção e seguiu o chefe para fora dali.

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Katsuki bufou impaciente antes de voltar para Izuku para se desculpar, foi quando notou o olhar triste em seu rosto.

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- Lamento por isso, Izuku… essa gente é mesmo difícil de controlar.

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- Hum? - O esverdeado resmungou, não tendo ouvido direito. - A-ah! Não tem problema. Eu só estava… pensando…

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Disse aquela última parte melancólico, foi quando Bakugou percebeu que devia ao menos demonstrar preocupação. O loiro pigarreou.

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- O que foi, então?

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- Estou preocupado com o Todoroki. - Respondeu devagar.

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Katsuki não pôde evitar a pontada de ciúmes ao ouvir aquele nome.

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- Ah, é…?

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Seu tom decepcionado não passou despercebido.

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- É-é só que…! Nós brigamos no meu caminho para cá… - Explicou o esverdeado.

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O loiro fitou-o curioso.

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- Quer me contar o que aconteceu?

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- Bom… o Todoroki sempre foi um ótimo amigo, sabe? Mas às vezes fica meio super protetor e isso chega a ser invasivo… Ele descobriu que andamos nos falando e não gostou da ideia…

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- Eu imagino porquê… não deixa de ter razão sobre isso. - Disse o loiro arrependido.

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- N-não que isso venha ao caso! É só que… Sei que estou sendo ingênuo, mas é o meu jeito, sabe? Acredito que todos merecem uma segunda chance, e isso inclui você, Kacchan.

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Katsuki sorriu sereno.

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- Obrigado por confiar em mim.

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- Não por isso. - Izuku sorriu em retorno. - Aliás, vamos ficar aqui até o desfile começar? Quase não tem ninguém.

Bakugou deu de ombros.

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- Nunca fui muito fã de multidões e aquele povinho esnobe me bajulando o tempo todo chega a ser sufocante, sabe? Além do mais… hoje a minha atenção é só sua.

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Izuku sentiu o rosto esquentar àquelas palavras.

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- E-entendi…

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- Mas, se quiser conhecer os modelos, eu posso te apresentar.

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- Ah, não! Não… Eu acho que… é melhor assim… ninguém aqui me conhece já que eu não sou realmente famoso, não quero incomodar.

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- Não deixa de ser importante. - Katsuki disse com toda a seriedade, Izuku sorriu para ele. - Mas então… eu gostaria de conhecer esse seu amigo, o Todoroki.

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- Posso apresentá-los, qualquer dia.

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- Seria perfeito. - Katsuki sorriu com malícia, Izuku não imaginava porquê. Só esperava mesmo que os dois se acertassem para não ter mais que sair escondido.

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Aos poucos, todos foram tomando seus lugares e o desfile finalmente começou, Izuku estava maravilhado em ver os modelos ao vivo, todos estavam deslumbrantes. O pequeno constantemente murmurava fazendo notas mentais, costume esse que cativou Katsuki desde seu primeiro encontro. O íncubo respondia algumas dúvidas de Izuku vez ou outra durante o desfile; no fim, tudo correu melhor do que o antecipado.

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Ao final, todos se reuniram para socializar um pouco mais após o desfile, alguns dos rostos mais conhecidos e de mais alto prestígio do Japão e até de outros países; Katsuki imaginava que estar cercado de pessoas de alto escalão poderia intimidar Izuku - estava certo -, mas lhe explicou que teria de ficar e socializar por mais que contra a sua vontade, afinal era uma parte irritante do processo que não podia evitar, por mais que quisesse.

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Mesmo que não pudessem estar sempre juntos ao longo do evento, ambos se divertiram mais do que o esperado, Katsuki tinha até esquecido como conversar com Izuku podia ser agradável e vice versa.

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- Senhor Bakugou! Podemos conversar a sós? - Um moreno alto pediu de repente, sua máscara fez Izuku imaginar se este poderia estar resfriado.

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- Ah, bom... - Katsuki se virou para o esverdeado ao seu lado.

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- Tudo bem, Kacchan. - Izuku tranquilizou-o.

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Ainda hesitante, Bakugou se virou e seguiu o homem para um canto, deixando Izuku sozinho; não muito tempo depois, alguém se aproximou.

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- Olá, Izuku. - Aquela voz fez calafrios percorrerem sua espinha. - Estranho te ver aqui, pensei que tivesse se demitido.

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- Ah… Toga. É, foi… mas o Kacchan me convidou pro desfile como amigos.

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- “Kacchan”? - A loira arqueou a sobrancelha confusa.

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- A-ah! O Katsuki…

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- Entendo… Vocês têm ficado bem íntimos, não é? Não gosto disso. - Antes que Izuku pudesse lhe perguntar sobre aquela última parte, Toga já estava mudando de assunto. - E então? Gostou do desfile?

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- Foi incrível, nunca imaginei poder ver um de perto. - Disse ele com um largo sorriso.

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- É mesmo? - Toga sorriu maliciosa. - Eu percebi como se interessa por moda, isso é estranho vindo de um rapaz.

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- É, bom…

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- Mas sabe… eu me interesso mesmo em poder vê-lo sem roupas.

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Izuku mordeu a língua e se afastou, Toga estava perigosamente perto, só não pôde tentar nada antes de ouvir alguém chamando-os.

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- Ei! - A voz estrondosa de Bakugou ecoou pelo recinto. - Estou atrapalhando algo?

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- Kacchan?!

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- Está, sim. Pode nos dar licença-?

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- Não, na verdade… nós já terminamos. - Izuku interrompeu a loira.

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O esverdeado ignorou-a ao se unir novamente a Kacchan, já este metralhou-a com o olhar no que se separavam dela, deixando-a assistir Izuku partir dali com Katsuki, indignada com a cena.

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- Terminou os assuntos que tinha para tratar com aquele homem? - Izuku perguntou-o no caminho.

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- O Chisaki? Não, mas vi a Toga se aproximando e achei que deveria intervir. - Katsuki retrucou impaciente.

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- Entendi… obrigado, viu?

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- Não tem problema, Izuku… fico até aliviado que não queira nada com ela.

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- Por que iria querer?

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Ambos pararam para conversar.

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- Eu não sei, só…

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Izuku sorriu em compreensão.

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- Kacchan… por acaso está com ciúmes?

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Katsuki mordeu a língua para não xingar.

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- Por que está insinuando isso? - Perguntou irritado.

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- Bom… para começar, foi você quem me mandou ficar longe dela. Não entendi o porquê no começo, mas é o que faz mais sentido para mim.

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Katsuki fitou o chão, acanhado.

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- E se for?

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Izuku sorriu sereno.

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- Devo dizer que me sinto lisonjeado, mas ainda estamos no processo, certo? - Disse para o descontentamento de Katsuki. - Mas eu quero que saiba que… no momento, já posso dizer que podemos recomeçar como amigos.

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O loiro encarou-o chocado.

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- Obrigado, Izuku.

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O sorriso do esverdeado aumentou.

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- Ei… pode me dizer onde fica o banheiro? - Se remexeu desconfortável.

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- Hein…?

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Katsuki fez questão de acompanhá-lo, não ia deixar aquela Himiko chegar perto dele novamente; enquanto esperava do lado de fora do banheiro masculino, uma figura familiar se aproximou.

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- Olá, Bakugou, há quanto tempo. - Disse ela em tom de flerte.

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- Utsushimi? - O loiro arqueou a sobrancelha.

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Camie riu feito uma colegial.

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- Você lembra de mim.

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- Claro… somos parceiros de negócios, afinal. - Katsuki disse apático, muito para a decepção da moça.

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- É só disso que lembra?

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- Bom, devo confessar que lembro sim de outras coisas, também…

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- Hmpf… Eu estava pensando… gostaria de se encontrar comigo de novo? - Convidou ela.

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A resposta foi imediata.

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- Ah, não. Eu… - Bakugou mordeu a língua. Não sabia porque havia respondido aquilo, saiu automaticamente.

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- “Não”...? Por quê? - Camie soou quase ofendida.

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- Eu arrumei algo mais sério. - Bakugou disse plenamente.

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- Ah… Bom… boa sorte com ela, então. - Disse desapontada.

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Não ia confessar que estava mentindo ou que estava se encontrando com outro homem, só queria preservar o relacionamento que agora construía com Izuku; de qualquer forma, Camie se retirou mesmo antes que tivesse tempo de dizer qualquer outra coisa, por mais que preferisse permanecer em silêncio. Logo depois, ouviu a porta do banheiro masculino abrir, revelando o esverdeado em questão.

​

- Terminou? - Indagou Bakugou.

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- “Arrumou algo mais sério”? - Izuku mudou de assunto, falando devagar.

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Bakugou estava surpreso, não imaginava que estivesse escutando atrás da porta...

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- Aquilo não foi sério, tá? Só não queria que ela-

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Izuku fitou-o curioso no que Bakugou se interrompeu.

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- Não queria o quê? - Insistiu o esverdeado.

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- Não queria que ela estragasse tudo. - Confessou para sua surpresa.

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- Entendi… Obrigado, viu? - Izuku corou acanhado.

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Bakugou deu de ombros.

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- É o mínimo que eu posso fazer.

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- Só não sei dizer se te perdoo o suficiente para tentar de novo, vou logo avisando. - Izuku ergueu uma sobrancelha.

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- Eu sei, e respeito isso.

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Ambos sorriram um pro outro e voltaram para aproveitar a festa até decidirem encerrar a noite e cada qual ir para suas respectivas casas. Foi mais agradável do que esperavam, realmente aproveitaram a companhia um do outro; Izuku não poderia ser mais grato a Kacchan por estar tentando se redimir, mesmo depois de tudo.

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Ao chegar em seu destino, o esverdeado agradeceu o chofer e respirou fundo antes de enfrentar Todoroki; checou seu celular no caminho para casa, o bicolor tentou ligar e ainda enviou várias mensagens hostis para ele.

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Atravessando o genkan*, Izuku viu a luz da sala de estar acesa e sabia que era onde Todoroki o estava esperando, então decidiu enfrentá-lo logo de uma vez ao invés de subir para vestir o pijama e dormir, afinal só estaria adiando o inevitável. Caminhou devagar e com passos indecisos até encontrar o par de olhos heterocromáticos metralhando-o de longe.

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- Finalmente resolveu aparecer… - O bicolor se levantou do sofá para começar o seu discurso. - O que deu na sua cabeça para deixá-lo se aproximar de você, Midoriya…? Às vezes parece que você gosta de sofrer, eu não entendo como consegue ser tão inocente a ponto de deixar as pessoas se aproveitarem de você assim! - Izuku estremeceu, era raro ver seu amigo se exaltar. - Eu estou tentando te avisar para te proteger, mas você não escuta…! Você não tem ideia do quanto é sortudo por aquele Bakugou não ter se aproveitado de você novamente ou feito pior!

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Quando parecia ter terminado, os olhos de Izuku começaram a lacrimejar antes de conseguir se pronunciar, uma visão que só fez o bicolor se arrepender por ter levantado a voz.

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- E-eu… sinto muito, Todoroki. - O esverdeado soluçou. - Estou mesmo numa encruzilhada, aqui… quero dar mais uma chance para Kacchan, mas também não quero te decepcionar, afinal é meu amigo.

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Aquelas palavras só o fizeram se sentir mal consigo mesmo. Todoroki se aproximou e tocou o ombro do esverdeado afetuosamente.

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- Me desculpe, Midoriya… não tinha percebido que estava botando tanta pressão em você. Não imaginei que estivesse tendo essa dificuldade de escolha, afinal todos nós já vimos como ele te tratou.

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- Eu sei! Mas… nem eu consigo explicar porquê quero tanto perdoá-lo. - Izuku fungou. - Desde que o conheci, não consigo deixar de ter esses sentimentos confusos… Não sei se vou dá-lo uma segunda chance, se isso te alivia, mas ainda quero que o Kacchan faça parte da minha vida.

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Seus olhos heterocromáticos se arregalaram; não tinha pensado nessa hipótese antes e se sentia um idiota por tal.

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- Bom… se quer tanto assim se aproximar dele, acho que tudo o que tenho a fazer é me conformar com a ideia… mas ainda quero conhecê-lo pessoalmente para garantir.

​

Izuku fungou.

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- Ele também disse que gostaria de te conhecer. Podemos marcar um dia.

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- Isso me deixaria mais tranquilo.

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Ambos trocaram sorrisos antes de se tomarem num abraço companheiro; ficavam aliviados por poderem ir dormir sem aquele peso na consciência.

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