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Oficialmente Cortesãos

*Kotatsu: Uma mesa baixa a nível do chão que comporta uma manta térmica.

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O Enigma buscou Izuku na escola todos os dias mesmo em seus dias de folga da lanchonete, para garantir que chegasse em casa a salvo; morando num bairro pobre, não poderiam ter certeza de que ficaria seguro por conta própria.

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Conforme passavam tempo juntos, o Ômega percebia pela forma como falava que Enji realmente amava sua família e que tudo pelo que os fizeram passar tinha mais do que fazia transparecer; apesar de não entender bem seus motivos, Izuku percebeu que este só queria mesmo o que achava ser o melhor para seus filhos, Shouto principalmente, dado o fato de ser o único Delta dentre dois irmãos Alfas; Fuyumi podia ser Ômega, mas era um caso à parte por ser mulher.

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Mesmo que tudo o que tenha feito fora com boas intenções, ao menos compreendia que não foi o que sua família merecia e, mesmo que Enji esteja trabalhando em seu caráter, entendia também que sua rejeição era merecida; pode ter agido na sua melhor intenção, mas não havia perdão para o que fez, por isso não podia esperar nada de quem feriu e magoou tanto no passado.

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Não era como se Izuku quisesse tentar entender os motivos por trás do comportamento abusivo, o que ele entendia era que Enji realmente cometeu erros irreparáveis e não merecia o perdão de suas vítimas: ninguém menos que sua própria família, no entanto, não conhecia o antigo Enji, conhecia o novo Enji que tentava melhorar o próprio comportamento, outro motivo que dificultava a rejeição dos sentimentos que nutria por ele.

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O Ômega estava perdidamente apaixonado, realmente, seu único dilema era o fato de que uma das principais vítimas de Enji é seu amigo; mesmo que não fosse tão próximo de Shouto quanto gostaria, entendia que deveria apoiar sua aversão em relação ao pai, mas ainda não queria escolher lados, pois não podia negar a admiração que sentia por Enji. Só gostaria ele que seus sentimentos em relação ao Enigma não tivessem de significar se afastar de Todoroki.

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Enquanto ao seu grupo de amigos, estavam todos tentando esquecer seus sentimentos pelo pequeno Ômega e seguir em frente, mas não era tão simples, só não podiam insistir em alguém que não conseguia retribuir o sentimento e entendiam isso, e se afastar de Midoriya era a última coisa que gostariam de ver acontecendo; não podiam obrigá-lo a gostar de nenhum deles daquela forma, mas perder sua amizade só lhes trariam mais dor e mágoa.

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As semanas foram se passando e, com elas, os sentimentos mútuos entre Enji e Izuku estavam cada vez mais aparentes, não só para todos ao seu redor como também para eles próprios, chegaram ao ponto de começarem a flertar entre si, caminhando devagar para algo mais e, apesar de tentarem apoiar a decisão de Izuku, o grupo de amigos andava envolto em uma atmosfera estranha; era difícil esquecer seus sentimentos por ele mas, não podiam negar, Enji estava lhe fazendo um bem maior do que podiam imaginar, até voltou a usar a saia do uniforme. Queriam eles serem fortes o suficiente para conseguir vê-lo feliz nos braços de outro, mas ainda doía e não podiam evitar.

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Mais um dia de aulas chegava ao fim, o grupo de amigos seguia à porta principal sob um diálogo casual, ainda sob o conhecimento do que os aguardavam do lado de fora.

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Aproximando-se dos portões, viram o carro preto ao longe, buzinando para Midoriya como formaram o costume de fazer; Enji teria o buscado não fossem os estudantes curiosos, só queria chamar menos atenção, apesar de todos já estarem acostumados com aquela cena e soubessem bem quem aguardava dentro do veículo.

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- É a minha carona... – O Ômega comentou ao virar-se pros amigos. – Vejo vocês depois?

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Todos fitaram-no com sorrisos cansados ao concordarem relutantemente.

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- Claro... vai lá. – Concordou Shouto.

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Izuku assentiu com um sorriso simpático antes de correr ao encontro do Enigma; não é como se não soubesse ler os seus amigos, conhecia-os o suficiente para notar o desconforto em suas expressões, só não queria ficar tocando no assunto. Sabia que precisavam de tempo para se acostumar, por isso preferia agir como sempre à espera do momento certo.

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Antes de se unir a Enji no banco traseiro, o Ômega virou-se de volta para o grupo e acenou em despedida no que seus amigos retribuíram o gesto com expressões desconfortáveis; percebiam o que estava tentando fazer e apreciavam a consideração, só não podiam simplesmente esquecer tão fácil.

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Assim que o carro partiu, os três amigos que ficaram para trás observaram o veículo de seus lugares por um longo momento antes de fazerem seus caminhos de volta para suas respectivas casas; ainda tinham de se acostumar...

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No banco de trás, Izuku já esquecia daquela cena na escola, ronronando com o corpo recostado contra o Enigma no que este acariciava seus cachos verdes.

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- E então, como foi a escola, garotinho? – Indagou afável.

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Izuku pausou, expressando um beiço emburrado.

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- Acho que... foi bem... – Disse incerto.

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Enji arqueou uma sobrancelha, não conseguindo acreditar em seu tom pouco convincente.

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- Quer falar sobre isso?

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O Ômega suspirou inaudível.

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- Só que os meus amigos andam meio distantes... eu sei que é difícil para eles aceitarem, mas eu não sei mais o que fazer além de esperar esse momento chegar.

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- Se todos vocês já entenderam que essa é a única saída, não podemos apressar o que deve ser natural; eles claramente precisam de tempo, só precisa ser paciente.

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- Eu sei... – Izuku resmungou.

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- É bom que sabe. – Enji sorriu caloroso, aquecendo o peito do menor com a visão.

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Izuku permitiu-se ficar confortável nos braços do Enigma enquanto este acolhia-o de bom grado, no entanto, algo parecia incomodá-lo.

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- Ei, Midoriya... tem algo que eu quero te perguntar. – Chamou, Izuku fitou-o curiosamente.

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- O que foi?

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Enji pestanejou, parecia estar procurando a melhor forma de lhe dizer.

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- Como andam as coisas... com seus cortesãos? – Tentou manter o tom firme, mas não pôde evitar a forma como pronunciou “cortesãos”, como se a palavra tivesse um gosto amargo em sua boca.

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Izuku estremeceu ao tom gélido, mas não pôde evitar um sorriso.

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- Eu andei conversando com todos eles... concordamos em desmanchar acordo.

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Enji fitou-o de relance, aparentemente aliviado.

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- Mesmo...? E como foi? Espero que nenhum deles tenha criado caso por isso.

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- Alguns pareciam meio decepcionados, mas acabaram concordando no final das contas; não foi tão difícil quanto eu temia.

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Não deu para evitar um sorriso, no entanto, um pensamento cruzou a mente de Enji.

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- E quanto a você e sua mãe...? Como estão se mantendo sem os cortejos?

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Izuku respirou fundo, como que se preparando para revelar algo.

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- Estamos segurando firme... por enquanto. A tia Mitsuki e o tio Masaru estão ajudando como podem, até estão emprestando um valor mais alto e ainda nos ofereceram ficar com eles, se precisássemos.

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Seus olhos ciano estamparam carinho juntamente de uma preocupação genuína.

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- Mas acha que vocês vão conseguir se manter para sempre dessa forma? Talvez não tenha sido a melhor ideia...

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- Eu sei, mas... não sei se eu quero me manter de cortejos para sempre e... ainda é difícil...

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“E eu não poderia continuar saindo com meus cortesãos quando tenho você.” Foi o pensamento que cruzou sua mente de imediato, só não teria coragem de lhe dizer em voz alta; ainda não podia dizer com certeza que as coisas dariam certo com Enji, tirar conclusões precipitadas poderia estragar tudo.

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- Entendo... eu sinto muito, Midoriya. – Comentou devagar.

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Izuku não respondeu, apenas olhou para baixo, cabisbaixo enquanto o Enigma checava o relógio de pulso.

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- Está com fome? Está quase na hora do jantar.

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O Ômega fitou-o curiosamente após o comentário repentino.

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- Por que isso? – Indagou inocentemente.

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- Posso te levar num restaurante, o que acha?

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Seu rosto sardento esquentou e corou até a raiz do cabelo.

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- N-não sei se posso aceitar!

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- Vamos, não deve demorar muito; podemos levar uma porção para sua mãe também. – Enji insistiu com um sorriso.

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Desta vez não deu para resistir ao convite tentador.

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- Tudo bem... obrigado, senhor. – Balbuciou em voz baixa.

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- Disponha. – Foi tudo o que Enji respondeu antes de ordenar ao chofer que mudasse a rota, o que o fez de prontidão.

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Ao ouvir o nome do restaurante, Izuku quase voltou atrás, lembrava claramente de ser um espaço caro de alto escalão, não sabia se poderia aparecer num lugar desses vestindo seu uniforme escolar mas, de repente, se pegou impossibilitado de negar.

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Uma vez no local, o Ômega seguiu Enji de uma distância, acanhado e de cabeça baixa; de repente se pegou meio sobrecarregado por estar num lugar daqueles para alguém de sua classe, não sabia dizer o motivo, só sentiu-se um pouco mais aliviado por conseguirem uma mesa numa ala restrita.

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Segurando um suspiro de alívio ao sentar-se à mesa, Izuku examinou o cardápio sob um silêncio constrangedor, lançando olhares sorrateiros a Enji do outro lado da mesa vez ou outra; ele parecia ter algo em mente e estava terrivelmente quieto também. Estava quase perguntando o que passava em sua mente quando sua voz grave chamou a atenção.

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- E então...? Já decidiu?

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O Ômega sobressaltou surpreso no assento e cantarolou pensativo ao examinar o cardápio com mais atenção uma segunda vez; pouco tempo depois, olhou de volta para Enji.

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- Hum... pode ser um pene ao sugo...? – Falou incerto.

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Enji suspirou.

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- Você pode pedir o que quiser, não estou medindo o preço... deve estar com fome.

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Izuku corou acanhado; ainda não queria tirar proveito de alguém como ele, mas não pôde contrariar.

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- Bom, então... o que o senhor Todoroki recomenda?

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- A alcatra com batatas daqui é muito boa, vou pedir uma para mim... se você quiser também.

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Izuku engoliu em seco e quase entrou em pânico, procurando o prato no cardápio para conferir o preço; antes mesmo que conseguisse encontrar, Enji abaixou o cardápio de suas mãos devagar para fitá-lo com um sorriso.

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- Não preocupe-se com isso... deve saber que não é problema para mim.

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O Ômega fitou-o com a boca entreaberta, pensando numa forma de recusar.

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- M-mas...

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- Se quer pedir outra coisa, vou entender, mas também não quero que se sinta mal em pedir algo para mim. Estou oferecendo de bom grado porque quero fazer isso por você.

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Dessa vez não deu para negar, agora sem argumentos, seu rosto sardento corou e assentiu devagar.

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- Tudo bem, pode ser... muito obrigado.

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- Disponha.

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O recinto entrou em outra dose de silêncio desconfortável quando o garçom partiu com os cardápios e pedidos anotados, Izuku já estava estranhando, raramente ficavam sem assunto. Algo parecia estar incomodando Enji e o pequeno estava se coçando para lhe perguntar, mas não sabia se queria saber a resposta.

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Antes que conseguisse reencontrar coragem para comentar desta vez, os pedidos chegaram, interrompendo a linha de raciocínio e então serviram-se sob um diálogo ocasional e constrangedor, como se estivessem se conhecendo há pouco tempo ou como se estivessem tentando remendar o relacionamento; não deu para segurar mais.

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- Senhor Todoroki... hã- hum... tem algo te incomodando?

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Enji ergueu as sobrancelhas curiosamente à pergunta, então suspirou antes de buscar a coragem para falar.

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- Bom... não exatamente, só... – Pausou para pigarrear, deixando o Ômega mais nervoso com o mistério por trás da sua hesitação. – eu... queria te pedir algo.

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Izuku tombou a cabeça pro lado; aquilo não soava de todo ruim, mas Enji estava hesitante. Curioso, abriu a boca antes de pensar nas consequências de suas palavras.

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- Sim?

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Enji suspirou uma segunda vez, inaudível, cerrando os olhos em busca de forças para formular a frase. Agora não poderia voltar atrás.

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- Bom... nós nos conhecemos há algum tempo e, sei que é um amigo próximo do meu filho, mas sinto que estivemos nos aproximando um bocado nos últimos meses...

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O coração do Ômega apertou no que Enji divagou.

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- Aonde quer chegar...?

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- Midoriya... você é muito especial para mim, por isso... achei que seria apropriado pedir antes de partir para investidas mais óbvias... Eu gostaria de te cortejar, se você aceitar... mas queria mesmo que fôssemos exclusivos... não quero te dividir com ninguém.

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Seu coração acelerou e um sentimento reconfortante preencheu o seu peito ao ouvir aquilo, Enji, por sua vez, escondia o rosto por detrás do punho timidamente com um leve rubor se espalhando por suas bochechas, uma cena rara que Izuku nunca imaginaria ter a chance de ver, e era por sua causa. Foi tanta emoção de uma vez que o Ômega precisou de um tempo para segurar as lágrimas antes de abrir a boca para falar.

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- Senhor Todoroki, eu... sim, eu quero muito poder fazer isso com você, só...

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Enji levantou o rosto levemente decepcionado ao Ômega à frente enquanto este divagava, temia qual seria aquela condição.

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- Há algum problema...? – Indagou temeroso.

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Izuku negou devagar com a cabeça, mas o sorriso mantinha-se no rosto.

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- É-é só que... você sabe, eu tenho uma certa... “reputação”... sem mencionar que... um dos meus cortesãos foi um de seus filhos... – Seu lábio inferior tremeu no que levantou os olhos marejados pro homem à frente. – Tem mesmo certeza de que quer fazer isso... comigo?

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Foi uma pausa curta que pareceu demorar uma eternidade, mas o Enigma sorriu compreensivo.

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- Com toda certeza... Você já devia ter percebido, eu também tive muitos outros relacionamentos depois do meu divórcio, pessoas com quem você costumava sair antes também, não é? Sinceramente, eu não me importo, até porque estamos no mesmo barco. – Completou com uma risada calorosa.

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Surpreso, Izuku sorriu à base das orelhas com lágrimas finalmente brotando dos olhos.

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- Sim... tem razão... N-nesse caso, não vejo motivo para negar... Gosto muito do senhor Todoroki também!

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Enji sorriu àquelas palavras, mas um sorriso de aparência melancólica; logo abriu a boca para falar.

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- Que bom... só gostaria que me chamasse de Enji daqui para frente, pode ser?

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Os olhos esmeralda fitaram-no em surpresa antes de um largo sorriso se abrir novamente em seu rosto sardento.

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- Sim! Enji.

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Desta vez, o sorriso no rosto do Enigma foi genuíno, caloroso e agradecido por ouvir seu pronome de nascença da boca daquele que ama.

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- Neste caso... posso te chamar de Izuku?

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- Claro! É justo, não é? Também prefiro que me chame assim...

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Ambos trocaram sorrisos compreensivos antes de Enji abrir a boca novamente.

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- Só mais uma coisa.

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- Tem mais? – Izuku indagou curioso.

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- Sim... Quero ir devagar com você, mas não quero te deixar na mão... Eu te amo e, agora que estamos neste acordo, não posso deixar que continue levando uma vida insalubre. Vou ajudar como puder, você tem o direito de negar um cortejo ou outro, mas saiba que estou disposto a tirá-lo de onde mora. Você e sua mãe não precisam mais se preocupar com nada, eu até compraria uma casa num bairro mais seguro para vocês dois e arcaria com todas as despesas, é só me pedir.

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A boca do Ômega entreabriu em choque, seus lábios carnudos estremeceram até fecharem devagar numa linha fina.

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- Bom- fico feliz em saber que está disposto a ir tão longe por mim, mas-

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- Não pode aceitar. – Enji completou por ele com um sorriso brincalhão.

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- Você sabe... – Izuku respondeu devagar com um sorriso cansado.

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- Eu entendo, deve ser difícil aceitar presentes dessa magnitude, só queria deixar claro que isso não é “ir longe” para mim; você vale bem mais do que isso.

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Com um sorriso caloroso, Izuku hesitou.

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- Obrigado, senh- Enji... só espero conseguir retribuir. Você também é muito importante para mim.

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- Não precisa me retribuir, até porque eu sei que você não conseguiria tão fácil, só de poder tê-lo do meu lado já é o suficiente. Entenda, Izuku: não estou fazendo caridade, estou fazendo pelo seu bem, porque te amo.

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Seus olhões verdes brilharam em admiração ao encarar o Enigma.

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- E-eu também te amo... Enji. – Retribuiu com voz suave e um sorriso tímido.

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O sorriso mais sincero então abriu-se nos lábios do Enigma, decidiram então voltar a se servir enquanto mudavam de assunto e iniciavam uma conversa descontraída; foram minutos à fio que passaram como que num piscar de olhos até terminarem seus pratos e Enji pagou a conta antes de poderem sair do restaurante em direção à residência Midoriya.

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- Obrigado por hoje, Enji. – Izuku sorriu timidamente em frente à porta de casa.

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- Não precisa, eu também me diverti bastante. – Disse com um sorriso confiante.

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- Claro... que bom que o Enji se divertiu também.

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O Enigma sorriu compreensivo; Izuku corava e remexia-se acanhado, indeciso quanto ao que fazer a seguir, Enji então resolveu decidir por ele.

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- Ei... eu queria te entregar uma coisa. – Anunciou ao abrir a pasta em suas mãos, retirando o que parecia ser um tecido embrulhado em papel decorado.

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Aceitando o presente, Izuku olhou curiosamente para cima para deparar-se com o olhar ansioso de seu novo parceiro; captando a mensagem, desfez o embrulho com cuidado para revelar um colar de aparência cara sobre uma peça de rouba impregnada com o almíscar do Enigma.

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- Enji, isso é-

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- Um cortejo, - Interrompeu plenamente. – já que agora estamos neste acordo... O colar me lembrou da cor dos seus olhos, mas não me importo se penhorar, só... gostaria que mantivesse a camisa em seu ninho.

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Izuku então deu uma boa olhada na bela esmeralda adornando a joia, não sabia se teria coragem de penhorar após aquele comentário. Não pôde evitar as lágrimas que brotaram de repente. Quase derrubou os objetos em suas mãos ao se atirar nos braços do Enigma que acolheu-o de bom grado, ficaram um bom tempo daquela forma, com Enji acariciando suas costas até se afastarem devagar.

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- Muito obrigado. – Murmurou o Ômega emocionado.

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Enji arqueou uma sobrancelha.

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- Não precisa, eu que fico feliz por ter gostado tanto.

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Izuku cantarolou com algo em mente, de repente levantou os olhos, hesitando antes de falar.

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- Ei, Enji... será que eu posso- te beijar? – Pediu corado, fechando os olhos com força.

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Não obteve uma resposta imediata, apenas sentiu a mão de Enji acariciando seu rosto sardento e este inclinou-se baixo para alcançar seus lábios na mesma hora em que Izuku abriu os olhos; foi inundado por um sentimento sem igual na mesma hora, apesar de sua longa “lista” de cortesãos, nunca beijou alguém da mesma forma. Izuku fechou os olhos novamente com um suspiro em deleite conforme o beijo intensificava, tão perdido no momento que só lembrou do presente que segurava nos braços quando ouviu o tilintar do colar batendo contra o pavimento da entrada.

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Izuku rompeu o beijo com o susto, amaldiçoando-se em voz baixa por seu descuido; Enji agachou para pegar o colar antes que seu parceiro tivesse a chance, então entregou cuidadosamente em sua mão com um sorriso.

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Izuku desviou o olhar, envergonhado.

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- M-me desculpe.

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- Não tem problema, essas coisas acontecem.

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O Ômega negou com a cabeça.

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- Vou ter mais cuidado daqui em diante! Este colar deve ser bem caro...

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- Eu realmente não me importo com o que vai fazer com ele, só vamos agradecer por não ter quebrado, assim preserva o seu valor. – Enji deu de ombros com um sorriso.

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Izuku hesitou, desviando os olhos uma vez mais; Enji parecia mesmo não se incomodar, por isso tentou parar de se preocupar e mudar de assunto.

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- Bom... mais uma vez, obrigado! Preciso ir agora, então... te vejo depois? – Indagou incerto.

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Enji sorriu genuinamente.

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- Com toda certeza.

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Com um sorriso aliviado, Izuku aproximou-se uma segunda vez, pondo-se nas pontas dos pés.

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- Então, até a próxima. – Sussurrou sedutor quando o Enigma abaixou novamente, aceitando um selinho de despedida.

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Olharam-se intensamente por um momento antes de Izuku pegar as chaves para destrancar a porta, foi quando ouviu a voz de Enji lhe chamando a atenção.

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- Não está esquecendo nada?

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Olhando curiosamente de volta pro Enigma, Izuku viu-o balançando a marmita em sua mão e surpreendeu-se.

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- A-ah! É mesmo... que bom que você lembrou. – Exclamou ao equilibrar a comida embalada com os outros objetos em seus braços.

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- Vai precisar de ajuda?

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- Não se preocupe! Eu já estou na porta de casa mesmo. Já vou indo, até depois!

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- Claro, até depois.

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Acenaram suas despedidas enquanto Enji fechava a porta para ele e esperou até ouvir a segunda volta na tranca para voltar pro carro, do seu lado, Izuku tentava se apressar em levar os cortejos para seu quarto para que pudesse escondê-los o quanto antes, mas era muita coisa para equilibrar de uma vez para se fazer rápido o suficiente.

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- Bem-vindo de volta! Por que demorou tanto hoje...? – Sua mãe apareceu de repente na entrada com um olhar curioso e farejando o ar. – O que tem aí, querido?

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- Hããã... – Izuku divagou, desta vez não poderia arrumar desculpas.

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Inko cruzou os braços, semicerrando as pálpebras.

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- Então... ele finalmente te pediu-?

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- Trouxe jantar para você! – O Ômega interrompeu sua mãe repentinamente, estendendo a marmita em seu rosto e tentando mudar de assunto.

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Salivando ao cheiro irresistível, Inko quase caiu na distração.

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- Ai, obrigada, querido! Vamos nos servir?

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- Não, eu... comi no caminho para cá. – Negou ele ao fazer seu caminho em direção ao quarto.

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- Certo... então por quê não sentamos para você me contar sobre o seu encontro? – Falou sugestiva.

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Izuku parou a meio caminho e estremeceu.

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- Olha, mãe... não sei se eu quero falar sobre isso agora.

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A figura materna sorriu compreensiva.

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- Está certo, querido, tudo no seu tempo... – Concordou ela ao mover-se em direção ao kotatsu* antes de acrescentar... – mas ainda quero conhecer melhor o meu futuro genro.

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Izuku mordeu a língua e suspirou cansado à provocação.

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- Ugh... – Foi tudo o que se fez dizer ao seguir para o quarto.

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