top of page
Bo Toriko.jpg

É Uma Promessa

A escola foi interditada com a chegada da polícia e os alunos foram dispersando-se e seguindo de volta para suas respectivas casas, apenas os que, de alguma forma, envolveram-se no caso ficaram para dar seus depoimentos enquanto os paramédicos cuidavam de Izuku.

​

Enji entregou Chisaki para os policiais com todo o prazer, lançando olhares furtivos para o Ômega ao longe vez ou outra em meio ao depoimento. Terminando suas tarefas e tendo Chisaki sendo levado à delegacia, os oficiais liberaram o Enigma para seguir com seu dia, Midoriya foi o primeiro de quem se aproximou.

​

- Como ele está? - Perguntou aos paramédicos.

​

- Senhor Enigma… por enquanto ele está desacordado, mas ainda não temos previsão de quando pode recobrar a consciência. - Explicou uma Beta com pesar.

​

- Entendo… - Disse Enji devagar. - Espero que não seja grave.

​

- Supomos que seja um quadro leve, mas ainda temos exames para fazer e poder garantir. Deve ter sido só um susto. - Explicou ela.

​

Suas palavras pareceram apaziguar o homenzarrão.

​

- Que bom. - Sorriu aliviado.

​

De repente, alguém se aproximou da ambulância e ambos Enigma e paramédica viraram-se pro bicolor de pé ao seu lado.

​

- Ouviu isso, Shouto? Seu amigo deve ficar bem. - Avisou Enji em tom de voz sereno.

​

Seu filho assentiu.

​

- O que veio fazer aqui? - Perguntou impassível, suas palavras bruscas surpreenderam a Beta que logo se afastou para dá-los privacidade.

​

Enji virou-se pro filho, dando-o plena atenção.

​

- Depois do que aconteceu no serviço do Midoriya, imaginei que aquele cara, o Chisaki, fosse continuar insistindo e que poderia aprontar mais alguma.

​

- Entendi… que bom que pensou por esse lado, então. - Admitiu devagar, mesmo que contra a sua vontade.

​

De relance, notaram outras duas pessoas aproximando-se com receio, levantaram os olhos para Iida e Shinsou; o Delta segurava um lenço contra o nariz que continuava sangrando após a pancada.

​

- Ei… viemos perguntar sobre o Midoriya. - O mais alto comentou acanhado.

​

- Ele vai ficar bem, não é? - Acrescentou Hitoshi.

​

- Não se preocupem, ele deve ficar bem, os médicos já estão cuidando do seu caso. Disseram que seu quadro não deve ser grave. - Explicou Enji.

​

Ambos os garotos suspiraram aliviados enquanto todos observavam a ambulância partir com o Ômega em direção ao hospital, logo, Shinsou abaixou os olhos tristonhos.

​

- Desculpem… eu não pude fazer muito. - Disse com pesar.

​

- Não precisa se desculpar por isso, é normal. Eles estavam armados, poderiam botar a segurança do Midoriya e de qualquer outro aluno em maior risco. - Raciocinou Enji.

​

Não podia negar que o Enigma tinha razão, mesmo assim, Shinsou lamentou.

​

- Mas…

​

- Ei, não fique se martirizando por isso, ninguém pôde fazer muita coisa, mesmo assim, você fez mais do que muitos outros aqui, vocês todos fizeram. Isso é um ato de coragem. - Parabenizou Enji com um sorriso genuíno aos garotos.

​

Shinsou e Iida sorriram corados, Shouto, por sua vez, desviou o olhar, recusando-se a demonstrar qualquer sinal de gratidão ao elogio.

​

Terminando seus afazeres, todos partiram de volta para suas casas; mais tarde no mesmo dia, receberam a notícia de que Midoriya havia acordado e seus amigos concordaram em pagar-lhe uma visita no dia de sua alta. Foram cerca de três dias quando todos apareceram no hospital.

​

- Obrigado por visitarem, pessoal. – Izuku se pronunciou do leito onde sentava para que a enfermeira pudesse terminar uns últimos exames antes de despachá-lo.

​

- Sem problemas, Midoriya! Ficamos felizes em saber que está melhor agora. – Iida foi o primeiro a responder.

​

Uraraka assentiu enquanto Todoroki aproximava-se com uma pelúcia de leão.

​

- Trouxemos isto para você... você disse que queria, então pensamos que fosse gostar. – Disse o bicolor ao entregar o brinquedo para Izuku que abriu um largo sorriso.

​

- Obrigado pessoal. – Disse sereno.

​

Seus amigos sorriram em retorno; não tiveram tempo de dizer mais nada antes de alguém chamar da porta.

​

- Com licença.

​

Todos olharam atordoados, exceto por Shouto que mantinha uma expressão emburrada; não precisavam checar quem estava chamando, seu almíscar já entregava.

​

- Fiquei sabendo que está melhor, Midoriya... fico aliviado. – Confessou Enji.

​

A enfermeira parou no meio de medir a pressão de Midoriya para ficar encarando, não podia acreditar estar frente a frente com o Enigma. Ninguém conseguiu se fazer dizer nada até Enji se aproximar com um buquê de girassóis.

​

- Trouxe isto para você... Shouto me disse que são suas favoritas. – Disse ao oferecer as flores.

​

Ao invés de aceitar o buquê, Izuku ficou encarando por mais um tempo antes de conseguir tomar uma atitude; de repente, botou a pelúcia de lado na cama e se pôs de pé numa longa reverência em frente ao Enigma.

​

- Muito obrigado por tudo, senhor Todoroki...! E-e desculpe o incômodo! Você me salvou mais de uma vez, não posso agradecer o suficiente! – Exclamou de repente.

​

Todos ouviram-no em silêncio, foi um momento até Enji se pronunciar.

​

- Ah, não se preocupe, garoto, só fiz o meu dever para proteger o meu povo.

​

Izuku ergueu-se devagar, confuso pela escolha de palavras, só não teve muito tempo para reagir antes de Enji empurrar o buquê mais para perto, insistindo que aceitasse com um sorriso sereno.

​

Izuku pegou as flores e abraçou-as contra o peito, fitando dentro de seus olhos ciano com um rubor se espalhando pelas bochechas e grandes olhos brilhantes.

​

- Obrigado... senhor Todoroki. – Disse acanhado.

​

- Não precisa, é só uma lembrancinha. Fico feliz em saber que está melhor agora, Midoriya. – Respondeu o Enigma, seu sorriso quase fazendo Izuku derreter.

​

Os amigos de Izuku ficaram encarando; Enji fazia parecer como se só estivesse cumprindo com seu dever como Enigma e ajudando um de seu povo de uma situação perigosa, mesmo assim... flores? Não podiam evitar o ciúmes que sentiram repentinamente; mesmo que o gesto não precisasse significar muita coisa, nenhum deles podia competir com o Enigma de tantos outros, a “quedinha” aparente de Midoriya pelo homenzarrão também não ajudava.

​

- C-com licença... – Chamou a enfermeira acanhada. – desculpem me intrometer, mas preciso terminar os exames para poder lhe dar alta.

​

- A-ah! Claro... – Disse Izuku ao estender o braço livre de volta para ela, o esfigmomanômetro ainda pendurado no lugar.

​

- Então... conseguiu carona de volta para casa? – Perguntou Enji ao Ômega.

​

- Ah... minha mãe vem me buscar, meus amigos também ofereceram nos acompanhar. – Respondeu enquanto a enfermeira franzia o cenho com um beiço emburrado ao aparelho de pressão.

​

- Entendo. – Comentou Enji pensativo e virou-se aos três adolescentes ao lado. – Que bom que se preocupam com ele. Posso ir junto, se quiserem.

​

Extasiado, Izuku estava prestes a concordar quando seus amigos falaram por cima, em uníssono.

​

- Não precisa!

​

O Enigma ficou encarando com olhos levemente arregalados à forma brusca como responderam, já imaginando o motivo para receber tal tratamento, não como se não entendesse que era merecido... já Izuku abaixou os olhos em desapontamento, incapaz de contrariar seus amigos.

​

- Tudo bem... ao menos posso acompanhá-los até a saída? Para garantir que a mãe do Midoriya esteja aqui antes de irem embora. – Insistiu Enji tentando esconder a mágoa.

​

Os amigos calaram-se emburrados, não queriam Enji nem mais um minuto perto do Midoriya, mas também não queriam causar uma má impressão ao Enigma e negar até um pedido tão simples, não é como se tivessem motivos para ficar contra ele, Shouto, por outro lado... Antes mesmo que o bicolor abrisse a boca para despachar o pai, Izuku conseguiu ser mais rápido dessa vez.

​

- Seria ótimo! Obrigado, senhor Todoroki! – Sorriu radiante.

​

Enji sorriu em retorno, aliviado.

​

- Não tem problema, não poderia ir antes de garantir que vão ficar seguros o suficiente.

​

O grupo lançou olhares emburrados do Enigma ao amigo, mas nenhum deles pareceu notar seu incômodo, sorrindo entre si; era como se fossem os dois únicos presentes no quarto.

​

- Desculpem... acho que vou ter que pedir que se retirem. – A voz da enfermeira cortou o silêncio repentino, chamando a atenção de todos de volta para si.

​

- Ah... tem algum problema? – Enji indagou preocupado.

​

- Só não estou conseguindo medir a pressão dele direito... os batimentos cardíacos ficam oscilando... – Explicou ela antes de virar-se ao grupo com um sorriso forçado que tentava miseravelmente mascarar sua impaciência. – Podem esperar lá fora? Não vou demorar.

​

Todos fitaram-na atordoados; não era como se fossem contrariar, no entanto, viram que não tinham escolha se não quisessem levar uma “dura” da enfermeira. Concordaram assustados e obedeceram instantaneamente, deixando o quarto a passos rápidos enquanto Izuku corava no lugar; não podia deixar de imaginar que seus batimentos oscilantes com certeza se davam ao fato de estar na presença do Enigma.

​

Ficaram na sala de espera até a chegada do esverdeado, foram poucos minutos que se arrastaram debaixo de um silêncio desconfortável até alguém se aproximar; todos olharam para a Ômega baixinha e rechonchuda que encarava o Enigma.

​

- Olá, senhora Midoriya. – Cumprimentou Shouto.

​

- O... o-o Enig... O- quêêê...? – Gaguejou ela com uma mão trêmula apontando ao senhor Todoroki.

​

Enji prontamente levantou e dobrou o corpo numa reverência, gesto esse que surpreendeu a Ômega.

​

- Boa tarde, sou Enji Todoroki. Você deve ser a senhora Midoriya, certo? – Perguntou ele ao se reerguer.

​

Inko pausou e engoliu em seco para se recompor antes de conseguir responder.

​

- S-sim, senhor! Senhor Enigma... sou Inko Midoriya, é um prazer enorme! – Reverenciou ela, cumprimentando-o quase aos berros, o que atraiu a atenção de alguns funcionários próximos.

​

Enji fitou-a com um sorriso.

​

- Deve se orgulhar... seu filho é uma ótima pessoa. – Suas palavras fizeram Inko lacrimejar enquanto se levantava emocionada, os adolescentes, no entanto, expressaram caras amarradas àquelas palavras.

​

Logo depois, notaram aquele familiar ponto verde adentrando a sala de espera atrás da enfermeira, este logo cruzou olhares com o grupo ao longe e aproximou-se de prontidão.

​

- Obrigado por me esperarem, pessoal...! E obrigado por vir me buscar, mãe! Desculpe te incomodar com isso.

​

Inko sorriu serena às palavras do filho.

​

- É claro, querido... Já está se sentindo melhor?

​

Izuku sorriu tristonho e coçou a nuca.

​

- Estou, sim... Desculpe te preocupar, no fim não foi nada muito grave.

​

- Ótimo. – Disse Inko plenamente antes de agarrar a orelha do filho e puxar com força, surpreendendo a todos.

​

- Ai, ai, ai, ai, ai! Mãe! O que está fazendo?! – O garoto reclamou, mexendo os braços no ar em pânico.

​

Sua mãe sorriu indiferente.

​

- É só uma lição por se meter com as pessoas erradas. – Cantarolou antes de golpear o garoto com a bolsa. – Pestinha! O que foi que eu te falei?! Tinha que se meter com a Yakuza?!! Você precisa aprender a escolher melhor seus cortesãos! – Exclamou ela ao golpear o filho repetidamente em meio à bronca, Izuku ergueu os braços em frente ao rosto, tentando bloquear os golpes enquanto seus amigos tentavam acalmá-la; Inko apenas cessou a agressão quando os funcionários do hospital interviram devido à confusão.

​

Foi um momento até acalmarem Inko e separá-la do filho, ao conseguirem tal proeza, puderam conversar mais civilizadamente, mas a bronca não terminou.

​

- O que foi que eu te falei, Izuku...? Eu me preocupo com você! Por que, de tantos cortesãos, escolheu um Yakuza? – A figura materna tentou conter a voz para não atrair a atenção de transeuntes à conversa, falando com lágrimas já brotando dos olhos.

​

Seu filho abaixou os olhos tristonhos ao seu tom decepcionado.

​

- Me desculpe... eu só- - Izuku remexeu os dedos enquanto perdia a linha de raciocínio, começando a lacrimejar também.

​

- Por favor, não seja tão dura com ele. – Enji interviu para a surpresa de todos.

​

- Me desculpe, senhor Todoroki, mas não acredito que aceitar um cortesão de facção seja seguro... Eu só quero o que é melhor pro meu filho. – Inko rebateu com firmeza.

​

- Sei disso, mas o Midoriya também está tentando construir uma vida mais confortável para vocês dois, não é? – Indagou Enji sereno.

​

- Mas logo um Yakuza...? – A figura materna lamentou devagar.

​

- Entendo sua preocupação, mas eles não costumam ser de todo horríveis no privado... sem mencionar que um líder de facção deve ter muito dinheiro, o que garante presentes de cortejo melhores e mais caros... Sei que encontrar as pessoas certas pode ser bem um fruto do acaso, mas não vamos saber até conhece-las melhor. O Midoriya estava só desesperado para tirá-los de uma situação insalubre, não é, Midoriya? – Perguntou diretamente ao sardento que abaixou a cabeça em silêncio, confirmando o fato de forma implícita. – Senhora Midoriya... desculpe me intrometer assim, mas situações desesperadoras requerem medidas desesperadas; você entende, não é?

​

Inko calou-se e olhou pro filho ao seu lado com um aperto no peito. Não podia negar que o raciocínio até fazia sentido.

​

- O que aconteceu entre o Midoriya e o Chisaki foi uma experiência desagradável e traumatizante, de fato, mas nunca conhecemos quem mantemos do nosso lado por completo... Talvez tenha sido um pouco imprudente ter escolhido um Yakuza como cortesão, mas o Midoriya não pode levar a culpa pelo que fizeram contra ele, foi o Chisaki. – Complementou Enji, suas palavras levando lágrimas aos olhos de Inko.

​

A figura materna virou-se pro filho, não foram preciso palavras para fazê-lo entender. Izuku sorriu compreensivo e abriu os braços.

​

- Tudo bem, mãe. – Disse ele ao se aproximar, sua mãe aceitou o abraço de bom grado, soluçando em seu aperto.

​

- Me desculpe mesmo, querido...! E-eu não queria-!

​

- Eu sei... Me desculpe por te preocupar. – Interrompeu o garoto com pesar.

​

Inko fungou ao se afastar e fitou-o com seus grandes olhos marejados.

​

- Sei que está fazendo o possível para tentar melhorar a nossa situação... eu só queria que escolhesse melhor os seus cortesãos.

​

Izuku pausou.

​

- Tem razão... vou tomar mais cuidado. Nenhum dinheiro compra a vida de ninguém, não é...? Mesmo que estejamos passando necessidade.

​

Inko sorriu tímida.

​

- Obrigada querido... Você é mesmo muito importante para mim... não ia querer que algo assim se repita, nem quero pensar o que mais pode acontecer com você...

​

- Eu sei... você também é muito importante para mim, mãe, por isso só quis tentar garantir uma vida confortável para nós dois... mas com certeza aprendi uma lição.

​

A Ômega esverdeada sorriu aliviada.

​

- Fico feliz em ouvir isso.

​

O grupo sorriu em meio à conversa entre mãe e filho, uma cena tocante que aqueceu os corações de todos; Enji se aproximou de ambos quando pareciam já ter terminado.

​

- Fico feliz que tenham se resolvido... agora, se precisarem de mais alguma ajuda, estou disposto a fazer o possível.

​

Mãe e filho fitaram-no surpresos.

​

- Obrigada, senhor Todoroki, mas não acho que podemos atrapalhar os seus negócios mesmo que para nos ajudar. – Lamentou Inko.

​

- Não seria problema nenhum para mim, sempre posso abrir uma brecha para ajudar quem precisa. – Insistiu Enji.

​

- Seria uma honra, mas devo concordar com a minha mãe... O senhor é o Enigma! Não podemos interromper o seu trabalho mesmo que para nos ajudar. – Raciocinou Izuku.

​

- Besteira, vocês fazem parte do meu povo e estão passando necessidade, é claro que posso arranjar um tempo para ajudá-los. – Suas palavras contrariaram a todos, principalmente o grupo de adolescentes enciumados ao lado. – Um dos maiores fardos de ser o Enigma é que nunca posso ajudar meu povo como um todo, estamos falando do mundo inteiro afinal, mas faço o que posso... se eu puder ajudar mais pessoas em sua situação, é tudo o que importa.

​

Izuku e sua mãe se calaram, não podiam contrariar.

​

- Nesse caso... muito obrigada, senhor. – Disse Inko com um sorriso corado.

​

Enji sorriu sereno.

​

- Sem problemas. A propósito, Midoriya... eu te entreguei meu contato em caso de emergência, ainda pode me chamar quando precisar. Você guardou o cartão, certo?

​

O rosto de Izuku ficou vermelho ao ter Enji lhe dirigindo a palavra.

​

- Claro... – Respondeu baixinho.

​

- Nesse caso... – Disse ele ao remexer o bolso interno do paletó e puxar um cartão que estendeu para Inko com ambas as mãos. – Pode ficar com um também, senhora Midoriya, por precaução.

​

Estendendo as mãos devagar, a Ômega aceitou relutante.

​

- Bom... obrigada, senhor. – Disse com um sorriso agradecido.

​

- É um prazer. – Enji abriu um sorriso e virou-se para todos do grupo. – Agora, posso levar vocês para casa?

​

Mãe e filho se viram relutantes em aceitar, não queriam aproveitar-se mais da boa vontade do Enigma, mas ainda não conseguiam negar o pedido generoso.

​

- Seria uma honra... se não for incômodo. – Aceitou a figura materna.

​

- Incômodo nenhum. E quanto a vocês, crianças? – Indagou ao grupo de adolescentes que ainda não havia se pronunciado.

​

Todos estavam tentados em recusar, mas ainda não gostavam da ideia de ter Enji passando mais tempo com Midoriya, mesmo que na presença de sua mãe.

​

Não viam outra saída, todos aceitaram de mau grado, resmungando a confirmação em voz baixa.

​

- Certo... – Enji comentou devagar. - Vou chamar um segundo carro então, para que tenha espaço para todos. – Disse ele ao puxar o celular.

​

Os amigos de Izuku surpreenderam-se com o anúncio, mas agora não viam mais como voltar atrás, ao menos um deles poderia ir com o Ômega para vigiar. Poderiam discutir para decidir quem teria o privilégio, mas todos sabiam que esse seria Todoroki.

​

Esperaram a chegada do segundo veículo em silêncio desconfortável, assim que puderam partir, a viagem seguiu sob a mesma atmosfera, ainda com Shouto acompanhando Izuku e sua mãe no mesmo carro que Enji e o chofer. Talvez não precisassem fazer as descobertas desagradáveis que tiveram naquele dia.

12

Assinatura.png

© Torikomix foi criado por Bo Toriko com Wix.com

  • Patreon
  • Instagram
  • TikTok
  • YouTube
bottom of page