
O Início do Fim
Na área externa do prédio escolar, Iida e Uraraka consolavam o Ômega conforme a crise de choro passava; sentavam na grama debaixo de uma árvore enquanto ambos esfregavam suas costas para reconfortá-lo.
- Sinto muito que tenha passado por isso, Deku. - Disse Uraraka em remorso.
- É… mesmo sendo o Shinsou, acho que não esperava isso vindo dele. - Criticou Iida.
Izuku se calou às palavras de seus amigos, sentindo-se culpado pelo arroxeado estar passando pelo vilão da história. Agora mais calmo, abriu a boca para lhes explicar, mas uma voz se aproximando falou por cima.
- Não sejam tão duros, tenho certeza de que o Shinsou não fez nada demais. - Disse Todoroki monótono ao abrir uma lata de chá verde que comprou na máquina de vendas e entregá-la para Midoriya.
- Obrigado. - Murmurou o Ômega, aceitando a lata no que os outros dois amigos metralhavam o bicolor com os olhos.
- Todoroki… vai mesmo ficar do lado dele?! - Uraraka vociferou, indignada.
- Para. - Izuku pediu. - O Todoroki tem razão… o Shinsou não fez nada demais.
O olhar do bicolor suavizou em remorso no que os únicos dois que estavam por fora da situação olhavam de um para outro em profunda confusão.
- Espera… como assim? - Iida falou devagar e hesitante; não sabia dizer se queria mesmo saber a resposta para aquela pergunta, mas era sobre o Midoriya afinal.
- Só que o Shinsou pode tê-lo lembrado de memórias ruins… - Todoroki falou devagar, divagando em seu discurso.
Seus amigos franziram o cenho ao Delta enquanto que Midoriya se encolhia no lugar com um embrulho no estômago, os ciúmes que sentiram a seguir foi inevitável, visto como Todoroki parecia saber de algo fora do seu conhecimento.
- “Memórias ruins”...? Todoroki, do que está falando?! - Perguntou Uraraka em sua impaciência.
O bicolor olhou para Izuku suavemente, dando-lhe a deixa para explicar, mas falar sobre o ocorrido recente só fizeram lágrimas subirem de volta aos olhos, lhe cortando a voz uma vez mais. Todoroki suspirou inaudível.
- Midoriya… tudo bem se eu contar? - Pediu o bicolor, seu amigo assentiu com a cabeça.
Os outros dois se calaram preocupados à espera de ouvir a explicação de Todoroki, este pigarreou antes de abrir a boca.
- O Midoriya foi… atacado no serviço, ontem à noite. - Falou hesitante para o choque de seus amigos, a lembrança fazendo Izuku soluçar. Todos se calaram conforme o bicolor prosseguia a explicar os detalhes. - Parece que seu cortesão, o Chisaki o encurralou num beco atrás da lanchonete e ele… ele tentou-
Antes que pudesse terminar a frase, os outros dois exclamaram em uníssono, expressando profunda preocupação e choque, viraram-se então para o Ômega que voltava a tremer ao seu lado.
- Espera, Chisaki… não era aquele Yakuza? - Uraraka sussurrou aquela última parte, receosa.
- E… você está bem, Midoriya? - Iida perguntou com cautela, hesitantemente.
- Acho que não inteiramente, mas o Chisaki não conseguiu levar adiante… - Explicou Shouto devagar enquanto Izuku não recobrava a voz. - Meu velho apareceu a tempo para socorrê-lo… conseguiu espantar Chisaki e levou o Midoriya de volta para casa a salvo.
Seus amigos olharam de Todoroki a Midoriya, um pouco mais aliviados, mas ainda precisaram de um tempo para encontrar as palavras certas.
- Deku… eu sinto muito mesmo. - Disse Uraraka com dor.
- Sei que ainda deve ser um trauma sofrer esse tipo de coisa, mas ainda bem que o Enigma estava passando por perto para intervir. - Iida acrescentou devagar.
As palavras do Alfa fizeram Todoroki desviar o olhar com desgosto, não que não concordasse, teria mesmo sido muito pior se seu velho não se intrometesse para ajudar, mas Iida ainda falava como se ele fosse alguém extraordinário.
- Obrigado, pessoal… - Midoriya se forçou a dizer em meio à voz entrecortada.
Iida assentiu.
- Claro… Sei que precisa de tempo para superar, mas estamos aqui para te apoiar.
- Isso mesmo! - Uraraka interviu determinada. - Não imagino o que deva estar passando… mas vamos te ajudar como pudermos, certo? - Complementou lançando olhares aos meninos que sorriram em confirmação.
- Obrigado… - Izuku secou as lágrimas com um sorriso tímido. - Só não queria que o Shinsou levasse a culpa por algo que ele não fez… me sinto mal.
Suas palavras fizeram todos se calarem; quase tinham esquecido disso…
Iida afrouxou o nó da gravata com um pigarro antes de golpear o ar em direção ao Ômega.
- Pode deixar… vou me desculpar com ele assim que possível!
- Uhum, eu também…! Sei que não justifica mas, quando vi a cena, fiquei preocupada… - Disse Uraraka devagar.
O esverdeado sorriu em compreensão.
- Tudo bem, pessoal… eu também passei a ideia errada.
- Não é culpa sua, Midoriya. - Todos olharam para Todoroki de pé em sua frente. - Você só reagiu por impulso e não conseguiu se explicar porque ainda é um choque muito recente, é normal… só precisamos desfazer esse mal entendido com o Shinsou, ele não teve mesmo culpa de nada, mas tenho certeza de que vai entender.
Izuku sorriu sereno e se calou, não levou muito tempo para o primeiro sinal tocar, anunciando aos alunos para se dirigirem às suas respectivas salas.
- Está se sentindo bem para ir pra aula agora? - Perguntou Todoroki ao esverdeado.
- Acho que é o que vamos descobrir. - Falou com toda a sinceridade.
Antes que pudesse levantar, Izuku foi mantido no lugar por uma mão agarrando seu ombro.
- Não vá se forçar, Midoriya… não precisa ir pra aula, se não estiver se sentindo bem. - Explicou-lhe o Alfa receoso.
- Tudo bem, Iida, não me sinto tão terrível… ainda, mas também não posso me prejudicar por isso. Sei que é difícil, sei mais do que ninguém! Mas ainda tenho essa obrigação… Se, por acaso, voltar a me sentir mal durante a aula, talvez eu consiga pedir um tempo na enfermaria.
O Alfa fitou-o por debaixo dos óculos brilhantes com uma incerteza tangível, então soltou seu ombro, decidindo confiar no amigo.
- Certo, mas vou ficar de olho, caso aconteça. - Advertiu ele ao se levantar junto dos outros.
- Eu também… só prometa que vai mesmo pedir um tempo na enfermaria, caso precisar! - Uraraka acrescentou logo em seguida.
- Prometo… se vocês prometerem que vão prestar atenção nas aulas também. - Riu Izuku.
- Claro, claro… - Retrucou ela impaciente ao seguir os garotos para dentro do prédio escolar.
As aulas seguiram como de costume, apesar de seus colegas notarem que algo parecia fora do lugar com Midoriya; estava claramente amuado, não usava a saia do uniforme nem se deu ao trabalho de passar maquiagem, como se estivesse fazendo o possível para afastar o interesse de seus cortesãos, ou como se não estivesse em seu melhor humor… quem sabe os dois? Seus cortesãos e interesses românticos se pegaram preocupando-se com o pequeno ao longo do dia, já seus amigos, conhecendo seus motivos, não podiam deixar de lançar olhares furtivos ao Ômega em meio às aulas, às vezes pegavam-no fungando ao limpar uma lágrima solitária e seus peitos doíam, muitas vezes quase se prontificaram em levá-lo à enfermaria, mas não queriam criar caso se Midoriya não estivesse sentindo-se tão terrível, no fim, acabaram as aulas antes que algum deles tivesse a chance de intervir.
Após juntar seus materiais, os amigos saíram rapidamente da sala A antes mesmo que Kaminari pudesse confrontar Midoriya pela “cena” daquela manhã, os amigos de Bakugou também não puderam alcançá-lo para lhe perguntar como estava passando, só puderam lançar-lhe olhares de uma distância enquanto assistiam Midoriya partir, escoltado pelo grupo de amigos.
O grupo tentou algumas brincadeiras para animar Izuku em seu caminho até a saída, não sabiam mais o que fazer numa situação como aquela, por isso resultaram em tentar fazê-lo sorrir um pouco, ao menos conseguiram algo. Saindo da sala de armários e pisando para fora do prédio, ninguém pôde dizer mais nada antes de alguém se aproximar.
- Ei, Midoriya… Escuta… posso falar com você rapidinho? - Chamou o Delta acanhado.
Izuku virou-se pros amigos, todos esboçando expressões arrependidas e encorajando-o com acenos de cabeça, Izuku então seguiu Shinsou devagar para um canto enquanto o grupo observava ao longe.
- Escuta… - Shinsou suspirou, buscando as palavras certas em mente. - Desculpe se eu passei dos limites mais cedo… não queria te assustar.
Izuku abaixou a cabeça com olhos tristes antes de voltar-se pro colega.
- Não… você não fez nada de errado, Shinsou… sou eu quem devia me desculpar. - Suas palavras surpreenderam o Delta que arregalou os olhos violeta em sua direção. - Eu não queria ter passado a ideia errada mas, quando você se aproximou, me lembrou de… eventos ruins… eu só-
- Midoriya. - Shinsou interrompeu-o de súbito com os olhos fixos em si. - O que… aconteceu exatamente…? - Perguntou-o, mas a expressão de dor no rosto do Ômega o fez gaguejar e se corrigir. - S-se… você quiser me contar…
Izuku sorriu de leve em compreensão.
- Tudo bem… mas não, prefiro não ficar falando sobre isso… não agora.
- Midoriya… - Shinsou falou devagar em remorso, seu colega sacudiu a cabeça.
- Está tudo bem… vou superar, só preciso de tempo… só fiquei mal por ter passado a impressão errada… Não queria que o Shinsou saísse como o vilão da história.
O arroxeado segurou a nuca, titubeando ao alternar seu peso de uma perna à outra.
- Bom… obrigado. - Deu de ombros, falando com incerteza.
- Claro… mas é por isso que seria melhor se parássemos de nos encontrar… - Anunciou devagar.
- Claro, é compreensível. Eu também não quero te forçar a nada que não esteja à vontade.
O sorriso do Ômega alargou-se levemente àquelas palavras.
- Obrigado… sabia que o Shinsou ia entender. - Disse para o contento do colega, então se aproximou com a mão em concha ao lado da boca, pronto para lhe sussurrar algo. - Mas sabe… tem pessoas que dariam tudo para estar no meu lugar… talvez até numa posição mais exclusiva.
Shinsou ergueu uma sobrancelha curiosa, desviando o olhar na direção em que Midoriya mirava e viu Kaminari assistindo-os emburrado não muito longe, o loiro surpreendeu-se e desviou o rosto ao notar os olhos sobre si.
- Quê… o Kaminari…? Tem certeza?
Izuku assentiu animado.
- Uhum! Você não ia querer ficar só nos encontros casuais para sempre, certo? Tenho certeza que gostaria de ter um parceiro definitivo alguma hora, né?
Shinsou arregalou os olhos brevemente à análise e hesitou.
- Eu não sei… eu conheço a reputação do Kaminari e, para ele, eu não quero ser só “mais um”... quero ser único.
- Então é isso… - Izuku sorriu em compreensão. - Olha, Shinsou, não precisa se preocupar! O Kaminari rejeitaria todos os cortesãos dele por você, tenho certeza. Faz um tempo que ele quer uma chance com você e, mesmo se minha intuição estiver errada, mesmo se ele quiser mais um “caso” com você… acho que vale a pena tentar… para ver no que dá.
Shinsou piscou surpreso algumas vezes, então sorriu com a mão na nuca, percebendo que Midoriya tinha certa razão; antes que pudesse agradecer, levantou os olhos para um carro estacionando em frente ao prédio escolar, curioso, Izuku virou-se na mesma direção e gelou, reconhecendo a limusine.
Sabia que devia fazer alguma coisa, correr, gritar, se esconder… qualquer coisa, mas o medo e os eventos daquela fatídica noite voltando para lhe assombrar fizeram-no travar.
- Midoriya…? - Shinsou perguntou confuso ante à respiração ofegante do Ômega.
Sua voz parecia distante, Izuku não conseguiu prestar atenção pois estava profundamente alheio ao seu entorno com os olhos aterrorizados vidrados no mafioso marchando para fora da limusine em sua direção.
Chisaki atravessou os alunos em meio aos cochichos, caminhando rapidamente até o sardento com passos firmes; Hitoshi queria ter feito algo quando se situou, mas também estava receoso de se meter em meio às questões que Midoriya teria com um Alfa da Yakuza.
O esverdeado tentou se afastar por impulso e cambaleou para trás quando o mais velho se aproximou o suficiente para agarrar seu pulso, prevenindo que fugisse e alarmando seu acompanhante.
- Oi, chuchuzinho. - Disse zombeteiro com uma boa olhada ao Ômega em seu aperto. - Resolveu vir de calça, hoje…? Não fica tão bem em você.
Izuku não se pronunciou, apenas engoliu em seco e segurou as lágrimas com os olhos encarando Chisaki em terror, este cujo soltou um riso debochado do fundo da garganta. Seus olhos dourados sorriram sob a máscara ao continuar.
- Creio que temos assuntos inacabados… Venha. - Disse rispidamente ao puxar o Ômega para acompanhá-lo com certa brusquidão.
Foi um curto momento até Hitoshi agir por impulso, agarrando o pulso do chefe de facção e interrompendo seus planos.
- E-espera! - Exclamou ele, Chisaki virou-se para seu rosto cheio de preocupação, repreendendo-o com o olhar. - O que planeja fazer com ele…?
O mais alto deu uma boa olhada ao adolescente da cabeça aos pés, este tremia e suava frio, tentando manter o aperto em seu braço o mais firme possível, evitando ao máximo não fraquejar.
- O que te interessa? - Retrucou em tom de aviso.
- Deixe-o ir, por favor. - A voz do arroxeado falhou ao pedido.
Chisaki estreitou os olhos em sua direção com ar de superioridade.
- Você… é algum outro cortesão do Midoriya?
Seus olhos violeta arregalaram no que hesitou brevemente, confirmando o fato de forma implícita.
- Por favor… deixe-! - Pediu temeroso, mas uma cotovelada em seu nariz o interrompeu.
O impacto vindo de Chisaki mandou Shinsou pro chão, o que ganhou algumas exclamações surpresas da plateia de estudantes.
Izuku assistiu horrorizado enquanto seu colega se apoiava sobre os cotovelos com dificuldade e limpava o sangue que começava a escorrer com as costas da mão, alguns outros alunos fugiam de medo.
Ao ver Chisaki puxar o Ômega consigo mais uma vez, Hitoshi foi se levantando.
- E-ei-!
- Sente. - O Yakuza interrompeu, fazendo o adolescente estremecer até obedecer o comando de mau grado.
Hitoshi não teve escolha, apenas ficou sentado na grama assistindo Midoriya ser levado com seus olhos roxos cheios de remorso em sua direção.
O pequeno tropeçou atrás de Chisaki que mantinha um aperto firme em seu pulso; seus olhos verdes miraram em volta em busca de seus colegas de escola, seus amigos, seus professores… mas todos estavam petrificados no lugar já que a gangue de Chisaki esperava fora do carro com armas de fogo nas mãos, ninguém podia fazer nada para ajudar o pobre Ômega pois isso significaria botar a segurança de todos em risco, mesmo assim, Izuku só queria que alguém, qualquer um pudesse tirá-lo daquela situação.
- Larguem as armas! - Uma voz grave exclamou ao longe, fazendo os Yakuzas obedecerem ao comando todos de uma vez, lentamente botando as armas no chão de mau grado.
Chisaki parou no caminho e estreitou os olhos à silhueta emprumada se aproximando rapidamente do prédio escolar a passos largos, então arregalou os olhos com um frio se espalhando pelo peito ao reconhecer o Enigma.
O Yakuza deu um passo para trás, amedrontado enquanto Enji coletava as armas no chão e as guardava na segurança dos vários bolsos da calça e sobretudo, o grupo pôde apenas observar, estando todos paralisados em seus lugares ao comando, bem como pela presença opressora. O Enigma se dirigiu à porta aberta da limusine e rapidamente escaneou o interior, seus olhos ciano logo pousaram sobre o Yakuza no assento do motorista, pronto para partir na primeira deixa, isto é, se também não estivesse paralisado.
- Tem algo para mim? - Enji sibilou de forma sombria, se referindo a qualquer arma que ele pudesse ter consigo, o motorista arregalou os olhos, tremendo de medo.
- N-não… - A verdade pulou de sua boca ao comando.
Agora com alguma garantia de que poderia resgatar Midoriya sem botar mais ninguém em risco, Enji foi rapidamente em direção a Chisaki.
- Cacete…! - O Yakuza sibilou em pânico e virou-se em direção ao portão dos fundos antes que o Enigma se aproximasse o suficiente, soltando Midoriya no processo.
Poderia arrastar o Ômega junto de si e tentar cumprir com o objetivo que o trouxe ali, no entanto, um “peso morto” iria apenas atrasá-lo; o mais importante para Chisaki no momento era se salvar.
- Ei! - Enji exclamou ao correr atrás do Yakuza e tentar alcançá-lo, assim que passou por Izuku, viu o Ômega caindo ao chão com um gemido. - Mido-!
- Midoriya! - Shouto exclamou por cima dele, indo rapidamente ao encontro do amigo para socorrê-lo.
A cena foi demais para Enji aguentar, mas aquele não era o momento para sentir ciúmes do filho; após um momento de hesitação, virou-se e seguiu com o objetivo de capturar Chisaki.
Enquanto o resto do grupo aproveitava a distração para fugir de limusine, o Enigma corria atrás do chefe da facção sem esperanças de alcançá-lo, no entanto, não deu muito, antes que conseguisse contornar o prédio em direção à saída, uma figura alta se chocou contra ele, levando Chisaki ao chão.
- Me solta! - Grunhiu ao se debater, mas Iida se esforçava ao máximo para mantê-lo detido no lugar com seu corpo atlético pesando sobre a forma esguia do Yakuza.
De repente, aquilo se tornou uma competição entre Alfas; Iida certamente era maior e mais forte, então teria vantagem numa batalha física, não fosse pela presença opressora de um Alfa mais velho e experiente; Chisaki não era o chefe da Shie Hassaikai à toa, ao menos o colegial conseguiu exatamente o que planejava: segurar Chisaki a tempo do Enigma alcançá-lo.
Chisaki foi arrancado debaixo do corpo de Iida com brusquidão, Enji segurava seu braço com tanta força que ameaçava quebrá-lo, mesmo assim, o Yakuza seguia se debatendo mesmo no aperto do Enigma na esperança de se livrar e fugir, como se pudesse ir muito longe.
Antes que machucasse o mafioso em seu aperto, Enji abriu a boca e proferiu um comando.
- Sente. - Disse firmemente, Chisaki obedeceu de prontidão, virando-se ao Enigma de pé ao seu lado com fúria no olhar. - Fique. - Ordenou uma segunda vez em tom sombrio, já puxando o celular e mantendo o olhar atento sobre Chisaki que obedecia cada palavra de mau grado. - Bom garoto. - Não pôde evitar provocar, o que ganhou outra encarada furiosa do Yakuza que já abria a boca para retrucar, mas mordeu a língua e se calou ao perceber o olhar ameaçador do Enigma.
Assim que informou à polícia sobre o ocorrido e pôde desligar o telefone, Shouto aproximou-se do pai com Midoriya nos braços.
- Ei, velho… precisamos de uma ambulância. - Avisou com certa urgência na voz trêmula.
Não precisou dar mais informações, assim que sentiu o cheiro da recaída do Ômega que gemia nos braços do amigo, Enji se deu conta da gravidade da situação.
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