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Um Encontro de Tirar o Fôlego

Izuku voltou à escola com o coração mais leve no dia seguinte, passara a noite anterior trocando mensagens com os amigos e acertando os planos para saírem juntos no final de semana. Nada poderia estragar o seu humor, sentia que aquele seria um bom dia.

Atravessando a porta de entrada do prédio escolar, o Ômega dirigiu-se ao seu armário para trocar os sapatos, terminada a tarefa, alguém já o estava abordando antes mesmo que pudesse se virar em direção ao corredor.

- Bom dia, Midoriya. - Disse Monoma em tom sedutor. - Eu estava pensando se não quer ir comigo ao aquário, neste Domingo?

- O aquário? - Izuku comentou pensativo.

- Algum problema? - Indagou confuso.

- Seria uma boa ideia… - Comentou novamente, mais consigo mesmo. - Desculpe, Monoma, mas tenho planos para este final de semana. - Dirigiu-se ao seu colega da turma B com um sorriso.

Monoma expressou um beiço emburrado.

- Achei que seria um bom agradecimento pela sobremesa que eu te comprei no almoço de ontem…

O esverdeado suspirou com um sorriso cansado.

- Ai, ai… Sinto muito, mas não posso reagendar, além do mais, estou entrando no pré cio.

- Ah, nem vem com essa! Você não usa supressores? - O Delta cruzou os braços acusadoramente.

- É melhor prevenir do que remediar. - Izuku deu de ombros ao contornar Monoma para fora dali, este que apenas seguiu-o com o olhar por um momento antes de bufar impaciente e se dirigir à sua sala.

O Ômega, por sua vez, caminhou pelos corredores da UA completamente alheio ao seu entorno, tão distraído em seus pensamentos que já não prestava atenção aos colegas que o encaravam com desejo e até ignorou qualquer cortesão que tentou se aproximar. Se dirigiu automaticamente à sala A onde avistou de longe o grupo de pessoas que inundavam seus pensamentos naquela manhã; com um largo sorriso, Izuku correu até os amigos que o esperavam na porta da sala de aula.

- Pessoal! Bom dia. - Saudou radiante, o trio quase derreteu perante seu sorriso.

Todos se viraram para ele, dando plena atenção ao Ômega; Todoroki desencostou da parede e endireitaram suas posturas para recebê-lo.

- Bom dia, Midoriya. - O bicolor respondeu com voz suave.

- Descansou bem essa noite? - Indagou Iida.

- Sim, mas quase não dormi de empolgação… - Confessou acanhado.

Seus amigos sorriram em compreensão.

- Não é? Eu também estou bem animada para passar o fim de semana com vocês! - Comentou a castanha. - Ainda precisamos discutir os detalhes, não é?

- Ah, claro! Falando nisso, o que acham de irmos ao aquário local? - Sugeriu Izuku.

- É uma boa ideia! Faz um tempo que não vou lá. - Concordou o Alfa azulado.

- É, eu também não fui lá muitas vezes, vai ser bom ir com meus amigos pela primeira vez, para variar. - Todoroki comentou em tom monótono, levando um sorriso torto aos lábios do esverdeado, sendo ele um dos poucos que conheciam seu segredo. - Está bom para você, Uraraka?

A Beta hesitou, olhando para cada um dos garotos com receio de recusar e estragar o clima, no entanto…

- Desculpem… não vai ser possível para mim.

Seus amigos fitaram-na com pesar.

- O ingresso é mais barato no final de semana, não pode mesmo-? - Todoroki tentou argumentar, mas Iida golpeou o ar à sua frente, cortando seu discurso antes que dissesse mais besteira.

O azulado logo apontou a mão à garota e abriu a boca.

- Eu posso pagar sua parte, Uraraka.

- A-ah?! Mas eu não posso aceitar! - A Beta levou a mão aos lábios trêmulos.

- Claro que pode, não é problema nenhum para mim. - Insistiu o mais alto.

- Mas… eu não sei… - A castanha hesitou novamente; não queria ser estraga prazeres, mas visitar o aquário era como um luxo para ela, começou a pensar também nas despesas extras: um lanche a meio caminho, lembrancinhas… realmente não tinha condição.

Uma mão reconfortante pousou em seu ombro no que uma voz a chamou cautelosamente.

- Uraraka… - O esverdeado sorriu para ela. - Está tudo bem… entendo o que está passando e sei como aceitar favores pode pesar um pouco, mas pode aceitar algo assim dos seus amigos sem precisar retribuir… mas também podemos pensar em outras coisas para fazer. Combinamos de sair para nos divertir, não foi? Não vai ter graça se todos não estiverem se divertindo.

A Beta castanha corou com a proximidade e cogitou as palavras do amigo; virando-se para os outros dois, viu-os sorrindo em concordância. Claro, ela mesma não estava nas melhores condições por assim dizer, mesmo assim não teria tanta graça se sempre deixasse isso limitar seus encontros entre amigos.

Com um sorriso caloroso, a garota levantou os olhos pros meninos.

- Obrigada pessoal… conto com você, Iida! - Disse para o contento dos rapazes.

- E comigo também. - Todoroki acrescentou com um sorriso suave.

- Desculpem por meter vocês nessa… - Uraraka remexeu os dedos na bainha da saia do uniforme, acanhada.

- Não tem porquê, não é nada de mais. - Comentou o bicolor.

Iida acenou a cabeça em concordância.

- É para isso que servem os amigos, afinal! - Disse ele ao golpear o ar em sua direção.

O grupo sorriu entre si; antes que alguém pudesse dizer qualquer outra coisa, ouviram os cliques do salto plataforma se aproximando quando a voz da professora responsável se pronunciou.

- Vamos entrando, o segundo sinal vai tocar. - Disse ela com um sorriso impassível.

- Sim, senhora! - Os amigos disseram em uníssono ao obedecer, tendo a Alfa seguindo-os logo atrás.

Tiveram um primeiro período produtivo, mal notaram o tempo passar, logo o sinal do almoço tocou e Izuku prontamente se dirigiu aos amigos para que pudessem sair em conjunto, antes que algum cortesão fosse lhe perturbar.

Decidiram almoçar numa área remota no exterior do prédio escolar para que não tivessem de lidar com “empecilhos”; o rumo da conversa inevitavelmente caiu sobre o encontro que teriam em breve.

- Estou tão ansiosa pro final de semana! - Uraraka guinchou com a boca cheia. - Vai ser tão bom ver vocês fora da escola! Nunca fui no aquário antes.

- Acho que todos podemos concordar. - Iida complementou.

- Com certeza, meu velho ainda chega de viagem esta semana, então também vai ser um motivo para eu não ficar em casa. - Todoroki comentou sem medir as palavras.

O esverdeado quase engasgou com a comida enquanto seus dois outros amigos apenas sorriram acanhados ao bicolor.

- Você não parece ter mesmo um bom relacionamento com a família, hein, Todoroki? - O Alfa comentou devagar.

- Pode se dizer que não mesmo. - Shouto respondeu monótono.

O grupo ficou em silêncio, não querendo comentar mais sobre o assunto; Iida e Uraraka sabiam que o pai de Todoroki era rígido, mas se ao menos soubessem como suas especulações passavam longe da verdade…

Midoriya era um dos poucos que ouviu sobre a real situação na casa de Todoroki pela boca do mesmo, por isso não podia deixar de se sentir mal pelo amigo toda vez que mencionava qualquer coisa sobre o assunto; apesar do senhor Todoroki estar tentando se redimir, ninguém podia deixar de concordar que cometera erros imperdoáveis no passado, por isso seu relacionamento familiar era tão tenso até os dias atuais.

Apesar de Enji ter cometido erros irreparáveis, o Ômega ainda percebia que este estava se esforçando para ao menos melhorar seu comportamento e tratar a própria família com o devido respeito pelo que Todoroki lhe contava, por isso sentia que o bicolor ainda poderia perdoá-lo algum dia.

O resto do dia letivo passou rapidamente, logo o grupo de amigos saiu do prédio escolar em conjunto, conversando e brincando entre si, mas tiveram de se separar uma vez mais assim que a carona de Midoriya apareceu para buscá-lo no portão.

Todos olharam emburrados em direção à Alfa morena de cabelos brancos, esta apenas acenava em direção ao esverdeado alegremente, ignorando a presença dos outros estudantes ao redor.

- É a Usagiyama. - Izuku falou devagar e se virou pros amigos. - Nos vemos depois, certo? Até o final de semana, pessoal.

Seus amigos sorriram de leve à promessa.

- Sim… até lá, Midoriya. - Shouto concordou.

Com um último aceno de cabeça ao grupo, o Ômega trotou em direção a Usagiyama, cumprimentando-a com um selinho antes de esta guiá-lo em direção ao seu carro esportivo, visão essa que deixou seus amigos suspirando amargurados de seus lugares enquanto só faziam assistir a cena, impotentes.

A Alfa levou Izuku à lanchonete onde ficou para observá-lo e flertar com ele como de costume, pediu algumas bebidas e petiscos para tapear e passar o tempo.

- Desculpe a demora! Aqui o refresco de melão que pediu. - Anunciou o Ômega ao pousar o copo em frente à sua cortesã.

- Valeu, boneca. - Rumi provocou.

- Por favor, não me chame assim em expediente. - Izuku sorriu cansado.

- Certo… - A Alfa ergueu uma sobrancelha com um gole da bebida. - Vou me segurar até hoje à noite, então.

O esverdeado quase engasgou na própria saliva e observou os arredores para garantir que ninguém tivesse ouvido.

- Você é incorrigível… - Resmungou devagar.

- Mas você gosta assim, não é? - Rumi sorriu de lado em sua direção.

- Quem sabe? - Foi tudo o que respondeu ao se mover para sair.

Ao ouvir a sineta da porta, o Ômega virou-se para cumprimentar o novo freguês, mas perdeu-se em meio ao discurso ao sentir o potente almíscar que inundou o recinto na mesma hora.

Todos os funcionários e fregueses levantaram os olhos na direção de onde exalava o aroma; apesar de seu rosto não ser exatamente conhecido, nem em seu país de origem, o Enigma marcava presença simplesmente com seu cheiro, ele era o único da espécie afinal.

Por um momento, ninguém pôde tirar os olhos da figura alta e musculosa em frente à porta, nem sequer Izuku; o esverdeado observou-o tirar o chapéu e enfiar em algum bolso dentro do sobretudo, foi quando seu coração quase parou ao ver aqueles olhos frios em ciano que contrastavam com seus cabelos e barba rala da cor das chamas.

O Enigma fitou os arredores com expressão indiferente, antes mesmo que pudesse dar o primeiro passo para dentro do recinto, todos os funcionários e até a gerente se agruparam em volta dele, todos menos Izuku que assistiu à cena, surpreso.

- Bem-vindo, senhor Enigma! O que o traz aqui?

- Ai, o Enigma na minha lanchonete! Que honra!

- Mesa para um? Posso anotar o que quiser!

Todos falaram ao mesmo tempo, ninguém deu brecha para o homem pronunciar uma palavra sequer, este apenas fitou cada um dos funcionários com uma expressão de leve incômodo, foi quando Midoriya saiu do transe, percebendo que alguém deveria controlar a situação.

- Ah, pessoal, por favor! - Exclamou ele ao se apressar em direção aos colegas. - Não vamos pressioná-lo, pelo menos dêem uma chance para ele falar.

Disse da forma mais delicada possível, fazendo-se ser ouvido por cima das vozes do grupo, mas seu chamado fez seus colegas fecharem as caras em sua direção, julgando-o com os olhos.

- Você não tem nada para fazer, não?! Volte ao-!

- Ah, por favor, não seja tão dura com ele. - O homem interrompeu a gerente, fazendo-a morder a língua.

Todos voltaram os olhos à figura alta do Enigma, Izuku, por sua vez, encarou-o com olhos grandes e brilhantes à voz grave e sensual que quase o fez derreter.

Tsuchikawa estalou a língua.

- Desculpe por isso, senhor… - Disse devagar.

- Sem problemas. - O Enigma respondeu suavemente. - Não quero tomar muito do seu tempo, também estou no caminho de volta para casa, não é minha intenção chamar atenção.

Suas palavras pareceram contrariar a gerente e seus funcionários que se calaram acanhados; antes que mais alguém pudesse abrir a boca, o mais velho se aproximou do Ômega esverdeado.

- Poderia me atender? Eu queria levar algumas tortas para viagem.

Izuku se esforçou ao máximo para não pular de alegria; geralmente não era de ficar se jogando nos braços de machos aleatórios feito um desesperado, não era de seu feitio, mas o que poderia dizer? Pelo visto não era à toa que um homenzarrão como aquele era o Enigma.

O pequeno Ômega se segurou para conter o sorriso que ameaçava subir à base das orelhas antes de responder, tão perdido em seus devaneios que nem notou seus colegas fumegando de raiva em sua direção.

- Sim! Com todo o prazer. - Ofegou, sua voz falhando de emoção.

O mais alto abriu um leve sorriso que quase fez Izuku se jogar em seus braços à visão tentadora.

- Obrigado. Poderia me mostrar as opções, então?

- A-ah! Sim, claro! Por aqui, por favor… - O Ômega quase gritou ao responder, movendo-se de forma robótica no que o Enigma seguia-o logo atrás.

Todos observaram enciumados enquanto o esverdeado liderava o caminho ao caixa onde doces e salgados variados recheavam os expositores; o mais velho encarou as opções atentamente com as sobrancelhas levemente franzidas.

- Encontrou o que procurava? - A voz do Ômega chamou com leve preocupação, o Enigma virou-se para seu sorriso constrangido. - Se quiser, posso te mostrar o cardápio, temos mais opções-

- Ah, não! Não… obrigado. - O Enigma interrompeu em tom alarmado. - É só que… é difícil escolher entre tantas opções.

Izuku observou-o curiosamente.

- Bom, se quiser uma recomendação, talvez eu possa ajudar. - Ofereceu com um sorriso radiante.

O mais velho pausou por um momento, observando o Ômega à sua frente com atenção.

- Você… deve ter a mesma idade do meu caçula. - Disse pensativo com a mão no queixo.

Izuku piscou confuso no que o mais alto coçava a própria cabeça, aparentemente em conflito interno.

- Que tipo de sobremesa jovens da sua idade costumam gostar? - Perguntou por fim.

O esverdeado sorriu curioso com uma sobrancelha arqueada.

- Pessoalmente eu gosto de sabor morango ou chocolate, sou mais dos doces, mas não sei se posso falar por seu filho; as pessoas costumam dizer que tenho uns gostos meio “femininos”. - Riu acanhado.

- Entendi… - Respondeu devagar. - O que você pediria, então?

- A torta de morango ou a de pêssego são boas pedidas e fazem bastante sucesso, mas, se estiver procurando algo do gosto de um garoto, alguma opção com castanhas ou chocolate seria melhor. Recomendo a torta de chocolate amargo ou a de pistache para quem não gosta muito de doces.

O mais alto se voltou para as sobremesas expostas na vitrine e tocou o queixo novamente; parecia estar em ponderação profunda, Izuku pôde até ouvir uns resmungos escapando de seus lábios, parecia dizer algo relacionado a alergias alimentares.

- Senhor Enigma…? - O Ômega chamou sua atenção, trazendo a atenção do mais velho de volta para seus olhos grandes que o encaravam de forma curiosa.

O Enigma pausou novamente e coçou a nuca, confuso.

- Os pêssegos da torta têm pele?

- Não, senhor, estão todos descascados. - Izuku respondeu devagar.

- Ótimo, vou levar uma, então… Também vou querer uma de chocolate amargo. - Anunciou por fim.

O pequeno sorriu de leve em confusão antes de responder.

- É para já, senhor. - Concordou com uma breve reverência ao se prontificar em embalar os pedidos.

Sua chefe se aproximou sorrateiramente e não se pronunciou, apenas ficou espiando por sobre o ombro do Ômega no que este selecionava a torta com os pêssegos mais firmes e roliços e a torta com cobertura mais generosa de chocolate, ganhando uma expressão levemente impressionada da delta.

- Obrigado pela preferência! - Izuku anunciou com um sorriso caloroso enquanto o Enigma retornava o gesto ao sair com as compras.

Não deu para evitar, o Ômega continuou sorrindo feito bobo e sonhando acordado mesmo momentos depois do homenzarrão ter deixado o local.

- Nada de fazer corpo mole em serviço. - A gerente anunciou em tom monótono, surpreendendo seu funcionário que sobressaltou com o susto e logo voltou ao trabalho.

Poderia ter sido pior, Tsuchikawa já pegava pesado com o Ômega mesmo antes da visita do Enigma à sua loja, mas uma coisa ela não admitiria: Midoriya fez um bom trabalho, o que era de se esperar ao lidar com o Enigma de tantos outros fregueses, por isso não levantou a voz, mas algo ainda a incomodava depois daquele atendimento. Por que sempre tinha de ser o Midoriya?

Ao final do expediente, Rumi ofereceu uma carona a Izuku; o trajeto prosseguiu, em sua maioria, debaixo de silêncio. Izuku ainda sonhava acordado com a visita do Enigma e, Rumi? Apesar de ter notado exatamente para onde vagava a mente do Ômega, não fez muito esforço para mantê-lo situado no momento, apenas lançava-lhe olhares furtivos de canto de olho vez ou outra.

O carro esportivo da Alfa contrastava com o cenário do bairro de Midoriya, mas esta não ligava para esse detalhe, afinal o mais importante era entregar o Ômega de volta em casa a salvo.

Izuku olhou os arredores em confusão antes de se voltar para sua cortesã ao lado.

- Pensei que fôssemos pro seu apartamento… - Comentou ele.

Rumi soltou um riso debochado do fundo da garganta.

- Bom, digamos que você não anda com a cabeça no lugar, hoje…

- Hã…? - O Ômega indagou devagar.

- Tudo bem, eu não te culpo… Ele é irresistível, não é? - Falou com um sorriso de lado em sua direção.

Seu comentário pegou o esverdeado desprevenido, este começou a balbuciar palavras sem sentido até Rumi rir às suas custas.

- Qual é, Midoriya! Achou mesmo que eu não fosse perceber?

O Ômega pausou e entrou num silêncio constrangido.

- Me desculp-

- Vamos, não precisa disso… não é como se fôssemos exclusivos de qualquer forma. - Rumi interrompeu-o. - Eu sempre soube que você encontraria alguém algum dia, ainda deu sorte de ser o grandão… estou feliz por você!

Aquilo foi estranho; as palavras da Alfa fizeram seu estômago embrulhar com uma forte pontada de ciúmes.

- Você o conhece…? - Perguntou devagar.

Rumi sorriu cansada e negou com a cabeça.

- Isso faz muito tempo, não precisa se preocupar. Tenho certeza de que ele vai partir para outra mais cedo ou mais tarde. - Disse com uma piscadela sugestiva ao Ômega.

Izuku corou violentamente.

- N-não acho que ele pareça interessado em mim…

- Você ainda vai descobrir… agora acho melhor entrar, é meio perigoso estacionar um carro desses por aqui.

Izuku pausou e levantou os olhos de volta para Rumi com uma expressão suave.

- Obrigado, Usagiyama.

- Sem problemas. - Disse ela com um aceno de cabeça ao destrancar o carro. - Vai lá.

Izuku concordou com um sorriso determinado e logo saiu do carro, fechando a porta e se virando de volta para sua cortesã… ou melhor dizendo, ex, aparentemente.

- Espero que tenha razão sobre isso… Obrigado mesmo, Usagiyama! Acho que te vejo por aí.

- Hum… - A Alfa ergueu uma sobrancelha em sua direção. - Não está esquecendo nada?

Izuku fitou-a surpreso e então sorriu cansado, abrindo a porta do carro novamente e adentrando o veículo para se inclinar em direção à mais velha; antes que conseguisse tocá-la para o beijo de despedida, esta retirou a caixa de torta de morango que havia comprado para ele e sacudiu-a à sua frente.

O Ômega piscou algumas vezes, surpreso, então, com um sorriso compreensivo, aceitou seu último presente de cortejo e partiu com um aceno de despedida em sua direção.

Nota Autoral

Escrever este cap qs me fez chorar :,) Me identificar c a Uraraka dói ToT

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