
Bem-Vindo à Família
*Genkan: Aquelas tradicionais entradas para residências japonesas onde se guardam sapatos.
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Estava bem nítido como o divórcio de seus pais afetou Izuku; não era como se sentisse falta do Hisashi, mas ainda tinha de se conformar.
O casal concordou em marcar de conhecer o dito “futuro namorado” de Inko antes da visita de Mitsuki, cuja aguardava ansiosa para conhecer o genro. Eram muitos planos de uma só vez e o esverdeado sentia-se sobrecarregado, mas não daria para trás quando já estava tudo combinado.
Izuku recebia notícias da mãe toda semana e, uma vez que o divórcio foi oficializado, concordaram de se encontrar uma vez mais para que lhe apresentasse Yagi.
Novamente, o casal se encontrava frente à casa de Inko e Izuku estava uma pilha de nervos. Katsuki observou-o hesitar e engolir um seco.
- Ei. - O íncubo chamou. - Não precisa se preocupar.
- Como pode saber que vai dar tudo certo?
Katsuki deu de ombros.
- Não sei, mas é você quem deve aprová-lo, e não o contrário.
- Isso seria tarefa para a minha mãe, e eu não quero tirar isso dela…
- Mas, se sua mãe o aprova, não acha que você pode gostar dele também?
Izuku pausou, o comentário até fazia sentido.
- Não fique se preocupando, está bem? - Disse Katsuki com um beijo em sua testa. - Vamos acabar logo com isso.
Por fim, se dirigiram à porta de entrada e anunciaram sua chegada; o coração de Izuku batia a mil até sua mãe atendê-los.
- Izuku, querido! Que bom que veio. - Disse ela com um abraço no filho. - Obrigada por vir também, senhor Bakugou.
Katsuki encolheu os ombros, acanhado.
- Claro…
- Vamos, entrem! Vou te apresentar o Toshi. - Disse ela guiando os rapazes para dentro de casa.
Na sala, avistaram um senhor loiro, alto de olhos azuis, este se levantou prontamente do sofá ao se aproximarem.
- Olá, meninos! Imagino que você seja o Izuku. - Disse ele para o esverdeado.
- Isso, sou eu!
- Inko me falou muito bem de você! Quanto a você, imagino que seja o Katsuki Bakugou, certo? - Yagi se virou pro loiro.
- Er… isso! Sou eu mesmo. - Bakugou respondeu sem jeito.
- Também ouvi umas coisas a seu respeito… - Apesar do sorriso, o comentário do mais velho fez o casal estremecer.
- A-ah! Bom… isso já não é-!
- Está tudo bem, jovem Midoriya, afinal fiquei sabendo também que estão em bons termos agora, não é? - Yagi interrompeu o discurso de Izuku.
Os rapazes ficaram mudos e trocaram olhares confusos.
- E-ela te contou…? - Indagou Izuku olhando para a mãe.
- Hora, não se preocupem! Posso garantir que não sou intolerante. É um prazer conhecê-los. - O mais velho se inclinou numa reverência; surpresos, o casal seguiu a iniciativa.
- Bom, vamos comer? O almoço está pronto. - Chamou Inko.
Conhecer Yagi foi mais agradável do que anteciparam, ele era realmente altruísta e parecia ser boa pessoa e, apesar de saber sobre o namorado do jovem Midoriya, não fez uma única pergunta intrusiva ou comentário desnecessário, os rapazes se afeiçoaram por ele quase que instantaneamente.
O homem contou histórias sobre sua antiga paixão, Nana Shimura, cuja nunca teve chance de se aproximar por ser comprometida e não partilhar do mesmo sentimento.
- Espera, “Shimura”...? - Comentou Izuku.
- Ah, você já a conheceu? - Perguntou Yagi.
- Na verdade não, mas meu patrão se chama Shimura também.
- Tenko…? - Indagou o mais velho.
- É. Você deve conhecê-lo, certo? A Reborn é uma empresa bem famosa, afinal. - O esverdeado mencionou com um sorriso.
Yagi sorriu triste.
- Ele é o neto da Nana.
Os rapazes quase engasgaram com a comida à informação.
- Uma grande coincidência, não? - O velho senhor sorriu divertidamente.
- É… não esperava por essa. - Katsuki disse devagar.
- Mesmo? Achei que você e o senhor Shimura se conhecessem bem. - Izuku comentou com Kacchan.
O íncubo deu de ombros.
- Sempre temos coisas que preferimos manter em segredo. Eu sei que o Shimura tem uma relação conturbada com a família, mas nunca descobri muitos detalhes. - Foi quando terminou a frase que percebeu o olhar melancólico no rosto de Yagi e se deu conta de que falou demais.
- É verdade que o pai do jovem Tenko sempre foi muito rígido… ele nunca superou a morte da Nana nem o tipo de relacionamento que tinham.
- D-desculpe… eu não queria-
- Tudo bem, jovem Bakugou. Eu queria ter ajudado mais a Nana, mas ela mesma me proibiu de me meter em sua vida familiar.
- Vocês parecem ter tido um relacionamento meio distante… - Arriscou Midoriya.
- Em partes, sim, mas conhecer Inko foi como uma luz no fim do túnel.
- Como assim? - Perguntou Izuku.
- Depois de tudo o que passei com Nana, pensei que nunca amaria novamente, mas conhecer sua mãe foi amor à primeira vista. Pode parecer clichê mas, conforme aprendo mais sobre ela, mais me apaixono… vejo muito da Nana nela e um pouco mais. - Disse com um toque afetuoso no ombro de Inko que sorriu de volta.
Izuku sorriu com eles.
- O senhor parece mesmo apreciar a minha mãe.
- Com toda certeza. Foi um alívio, inclusive, minha vida andava bem amargurada desde a morte de Nana, conhecer Inko me salvou.
O esverdeado sentiu-se feliz por sua mãe, parecia ter arrumado um ótimo partido e, de certa forma, por Yagi também; apesar de terem acabado de se conhecer, ficava contente em saber que o velho senhor não precisaria mais levar uma vida vazia.
Todos ajudaram com a louça após o almoço antes dos rapazes terem de encerrar o dia; por mais que gostariam de ficar e passar mais um tempo, ainda tinham de acordar cedo no dia seguinte.
Antes de saírem, se reuniram com Yagi e Inko para se despedirem.
- Boa viagem, meninos. - Inko falou nos braços do filho.
- Estamos indo. - Izuku respondeu ao se afastar.
- Foi realmente um prazer conhecê-los. - Yagi acenou.
- Igualmente, senhor. - Katsuki comentou, seu parceiro concordou.
- Estou feliz que minha mãe tenha conhecido alguém como você, senhor Yagi! Por favor, cuide dela daqui para frente. - Reverenciou o esverdeado.
- Hora, pode contar comigo, jovem Midoriya! - O mais velho segurou a nuca com um sorriso constrangido, Izuku assentiu.
Enfim, todos acenaram em despedida e os rapazes voltaram para casa.
Foram para a residência do esverdeado, onde andavam passando um bom tempo ultimamente; seu parceiro se mudaria para lá mais cedo ou mais tarde, então queria se acostumar melhor.
Uma vez em seu destino, se dirigiram ao quarto onde Bakugou se jogou de costas na cama.
- Bom, até que não foi tão ruim. - Comentou o íncubo. - E o que você achou do Yagi?
- Ele parece ser uma boa pessoa… - Izuku sorriu melancólico ao pendurar seu casaco no cabide.
Katsuki se apoiou nos cotovelos para dar plena atenção ao namorado.
- Você não parece ter tanta certeza disso…
- Não, é só que… ainda preciso me conformar.
- Eu imagino. Minha mãe também sofreu bastante com a morte do meu pai, foi uma época difícil para todos nós.
O esverdeado encarou-o boquiaberto, Kacchan não falava muito sobre seus pais. Se aproximou devagar e sentou na cama ao seu lado.
- Como foi lidar com isso? - Indagou curioso.
Katsuki se deitou sobre os braços cruzados abaixo da cabeça.
- Foi bem difícil, como deve imaginar… Meu pai faleceu por ter chegado a uma idade muito avançada; quando descobrimos, minha mãe não lidou muito bem, apesar de me garantir que era natural… claro, os humanos não vivem tanto quanto um súcubo, sempre acaba acontecendo mais cedo ou mais tarde e todos sabemos disso, mas talvez ela só estivesse se dizendo aquilo para tentar se conformar. Perder a alma gêmea é complicado e doloroso para qualquer cupido, ela entrou em depressão profunda e chorava aos prantos todos os dias até, aos poucos, ir se acostumando com a ideia, mas dá para notar como isso a entristece até hoje.
- Então… quer dizer que, quando morre uma alma gêmea, o cupido sente os efeitos da maldição? - Izuku perguntou cauteloso.
- Pior, afinal sentimos os efeitos da maldição juntamente da partida do nosso maior amor. Alguns cupidos não suportam e acabam se deixando definhar até a morte; meu pai não foi a primeira alma gêmea da minha mãe, mas não pude deixar de me preocupar…
O sardento fitou suas mãos sobre o colo, cabisbaixo.
- Então… o que vai ser de você, quando eu morrer…?
Bakugou fitou-o perplexo.
- Bom… gostaria de prometer que vou seguir adiante e continuar te procurando em cada encarnação, mas… sabemos que é uma promessa meio impossível.
- Kacchan-
- Mas não é como se eu fosse me deixar levar… sou mais forte do que isso. - Disse com um sorriso confiante.
Izuku devolveu o sorriso.
- Acho bom… Ainda precisamos marcar um dia para conhecer a senhora Bakugou, não é? Mal posso esperar.
- Ela também está ansiosa por esse dia.
- Você também nunca mencionou um padrasto ou madrasta, não é? A alma gêmea dela ainda está reencarnando?
Bakugou se calou à pergunta, não querendo tocar no assunto.
- Kacchan…? - Izuku insistiu.
- Bom… temos uma regra idiota quanto a isso…
- Hã?
- Depois que procriamos com a alma gêmea, o ciclo se encerra e sua alma não mais reencarna.
- Hã?! - O sardento exclamou espantado.
- Mas não se preocupe… nós também não somos eternos; quando eu morrer, poderemos nos reencontrar no pós-vida.
O mais baixo pausou para digerir a informação antes de se pronunciar.
- Isso soa meio religioso… - Riu sem-graça.
- Imagino que ainda seja difícil de acreditar no paranormal.
- Um pouco, sim… mas não tem como negar o que eu vi.
Katsuki calou-se envergonhado, toda aquela situação devia ser muito surreal para Izuku, não imaginava o que poderia estar sentindo.
- Ei, Kacchan…? - Bakugou se virou pro esverdeado ao seu chamar. - Por acaso eu posso… ver de novo?
Seu pedido alarmou o íncubo que se apoiou nos cotovelos sobre a cama.
- Tem certeza de que quer isso…?
- Eu só estava pensando…! Como deve ser… transar com um íncubo em sua forma original…?
O rosto de Katsuki esquentou.
- B-bom… não é impossível, mas… por quê quer isso?
- Eu só queria tentar algo novo… - Resmungou o esverdeado.
Bakugou encarou-o curioso.
- Não vai se espantar, desta vez?
- Acho que eu não posso prometer isso… - Izuku confessou acanhado.
Katsuki se levantou e caminhou até o centro do quarto devagar.
- Hmpf… às vezes você tem umas ideias ousadas. - Disse ao se transformar na figura monstruosa que o pequeno vira noites atrás. - Gosto assim.
O sardento parecia se encolher no assento, intimidado com sua forma incompreensível.
O íncubo sorriu de leve e se aproximou com cautela para não assustá-lo ainda mais, apoiando as mãos sobre seus joelhos, à frente.
- Está nervoso? - Indagou o loiro.
- Bom… preciso começar a me acostumar.
Bakugou ergueu uma sobrancelha.
- É muito corajoso da sua parte, mas espero que não esteja se forçando. Se tiver medo, pode me dizer.
Izuku deu de ombros.
- Não é o tipo de coisa que se vê todo dia, mas eu preciso me acostumar de um jeito ou de outro, afinal… - Estendeu a mão e tocou o rosto do cupido à frente. - É o Kacchan.
O íncubo suspirou e inclinou ao toque, segurando a mão do sardento e beijando a palma, então se aproximou devagar e o beijou com ternura, deitando-o na cama no processo.
Estava tentando ir devagar no começo, não queria espantar sua alma gêmea, mas o toque familiar quase fez com que perdesse as estribeiras.
Logo estava introduzindo a língua e encoxando sua pélvis mesmo com o medo de afugentá-lo com o rumo das coisas, mas sempre foi difícil se controlar perto de Izuku.
Quando se separaram para respirar, o esverdeado abaixo de si soltou um riso divertido que o confundiu.
- Então é assim que é uma língua bifurcada…
Bakugou corou surpreso e desviou o olhar.
- Você gosta? - Perguntou devagar.
- Bom… é diferente. Seus caninos estão maiores e sua língua, geralmente, não tem esse formato, é quase como se fosse a boca de outra pessoa, mas… ainda consigo sentir que é o Kacchan.
O íncubo pausou e coçou a têmpora acanhado.
- Isso é bom ou ruim? - Indagou incerto.
- Qual é… você sabe o quanto eu te amo, certo? - O esverdeado sorriu ao mexer na bainha da camisa de Katsuki.
- Sei… - Disse o cupido distraído pelo gesto.
- Então é bom… certo?
Bakugou sorriu de lado no que o menor puxava-o mais para perto.
- Certo. - Sorriu com luxúria e voltou a beijar o esverdeado com desejo. - Eu também te amo, Izuku. - Sussurrou contra seus lábios ao se afastarem.
Fosse pelo fato de reconhecer Kacchan mesmo naquela forma pouco familiar para si ou pelo cheiro afrodisíaco que o atiçava, o esverdeado já não mais se importava com o fato de estar fazendo amor com um demônio literal; logo estavam se despindo e se posicionando na cama com Izuku deitado de frente para Katsuki.
- É isso o que quer? - Bakugou perguntou para garantir.
O esverdeado apenas assentiu e abriu mais as pernas com um sorriso sugestivo.
Captando a mensagem, o íncubo sorriu de lado e penetrou o pequeno; era raro ver esse lado ousado dele, então tinha mais que aproveitar.
Seus movimentos lentos e pacientes eram excruciantes para Izuku, seu almíscar era bem mais evidente na forma de íncubo e atiça os humanos, Izuku não era uma exceção; logo o pequeno gemeu impaciente e começou a mover o quadril mais rápido, obrigando Katsuki a acompanhar, o que ele fez de bom grado.
Na primeira vez em que pararam para respirar, o íncubo inclinou-se para beijar o esverdeado, só não pôde chegar perto o suficiente antes de este abrir a boca.
- Kacchan. - Chamou.
- O que foi, Izu?
- Você, uhm… tem algum poder?
Bakugou encarou-o curioso; não achava que aquele fosse o melhor momento para uma pergunta daquelas.
- Bom… posso emitir explosões das minhas mãos, além de algumas habilidades padrão de súcubo, como um sopro de ar sonífero… por quê?
O pequeno hesitou.
- Tem algo que podemos tentar?
O íncubo piscou boquiaberto, Izuku estava sendo tão ousado que nem estava reconhecendo-o, mas sorriu de toda forma.
- Tem uma coisa… - Disse ao pousar a mão sobre a virilha do menor. - Confia em mim?
Izuku assentiu com firmeza, com isso, o loiro soltou alguns fracos estalidos da palma, ganhando uma reação do esverdeado que gemia e esperneava abaixo de si.
- Tudo bem? - Bakugou perguntou aflito.
- M-mais! - Izuku ofegou em êxtase.
O cupido sorriu confiante e obedeceu, soltando pequenos estalidos na virilha do esverdeado vez ou outra enquanto se movia dentro dele; o sentimento era como nada que havia experimentado antes, enviando ondas de calor por seu corpo sardento que o levavam à beira de um colapso, tanto que já havia terminado a meio caminho do ato.
Katsuki observou o esperma jorrar no abdômen do esverdeado e escorrer por sua própria mão após uma última amostra de seu poder, mas ele mesmo ainda estava longe de ter terminado.
- Mas já? - Indagou desapontado.
- Desculpe, Kacchan… - Izuku respondeu ofegante.
- Se importa de continuarmos?
Apesar da exaustão, o pequeno não queria deixar o namorado na mão, por isso assentiu em consentimento.
- Mas eu não vou mais poder usar minhas explosões em você. - Katsuki arqueou uma sobrancelha com um sorriso, ganhando um beicinho emburrado do namorado. - Não faça essa cara, não vou deixar que goze de novo antes de eu terminar.
O íncubo saiu de dentro do esverdeado para mudar de posição, virando-o de costas para si e segurando-o firme antes de penetrá-lo novamente, voltando a se mover enquanto esfregava o membro do namorado e sussurrava cortejos em seu ouvido. As grandes asas em seu cóccix ameaçavam derrubar algum móvel conforme batiam freneticamente ao ritmo de seu quadril.
Izuku gozou uma segunda vez pouco antes de Katsuki terminar, com algumas últimas investidas, despejou o seu esperma dentro do esverdeado que caiu exausto na cama logo após. Bakugou se uniu a ele e acariciou seu corpo sardento, se aproximando para um beijo assim que parecia ter recobrado fôlego o suficiente.
Ficaram se encarando amorosamente por alguns minutos até Izuku quebrar o silêncio.
- Você é incrível, Kacchan.
- Você sempre diz isso. - O íncubo soltou uma risada do fundo da garganta.
- Porque é verdade. - Respondeu fechando os olhos.
- Sei disso. - Katsuki se gabou ao esconder sua forma demoníaca. - Você também é incrível, Zuzu.
O esverdeado corou de leve ao apelido.
- Não sou tanto assim…
- Ei, é do meu namorado que você está falando, não vou permitir que pense menos do que isso.
Izuku sorriu lisonjeado.
- Bem… se você diz…
- É a verdade.
Ambos trocaram sorrisos no que Katsuki acariciava o seu corpo roliço.
- Às vezes você é tão ousado, sabia?
O esverdeado corou violentamente à implicância.
- B-bom! É-!
- Não precisa se envergonhar. - Katsuki riu. - Eu gosto assim.
Izuku sorriu sem-graça.
- Vamos tomar um banho. - Chamou o íncubo ao puxar o namorado da cama.
Após um merecido banho, ambos se aconchegaram no sofá da sala para assistir filmes antes do jantar, porém o som da campainha logo interrompeu seu programa pela metade.
- Deixa que eu atendo. - Katsuki se ofereceu ao levantar do sofá.
Abrindo a porta, não esperava encontrar ela de todas as pessoas esperando do lado de fora.
- Olá, querido! - Saudou radiante.
Katsuki paralisou no lugar, estava prestes a gritar quando Izuku apareceu no genkan* por curiosidade para se deparar com um rosto desconhecido encarando-o intensamente.
- Ele é esse aí? - A mulher apontou para o esverdeado, curiosa.
- O que pensa que está fazendo aqui numa hora dessas?! - Bakugou exclamou irritado.
- Abaixe esse tom, olha como você fala com a sua mãe! - Retrucou a loira.
- Ah, não! Você é inacreditável! Nós combinamos de marcar um dia, podia ter aparecido numa hora ruim!
- Ah, desculpe… é uma hora ruim? - A moça levou uma mão ao rosto, preocupada.
- Não, mas-!
- Então fiz bem em vir! - Interrompeu ela com um sorriso radiante.
- Erm… a-hem. - Izuku pigarreou para que se lembrassem de sua presença.
- Hora, desculpe, querido! Esse meu filho não sabe segurar a língua. - Disse ela ao passar por Katsuki em direção ao esverdeado esperando em cima do degrau. - Você é o Izuku, certo?
- Ah, isso. Sou eu.
- Como você é adorável! Estou feliz que o Katsuki tenha uma alma gêmea assim.
- Uhm… então você é a senhora Bakugou? - O sardento perguntou para garantir.
- Não precisa dessas formalidades, querido! Pode me chamar de Mitsuki, se bem que eu gostaria que me chamasse de tia.
- Podemos recomeçar? Você está o confundindo. - Katsuki reclamou ao fechar a porta.
- Ah, sinto muito, querido! Vamos entrar e conversar melhor. - Mitsuki falou para Izuku ao deixar os sapatos no genkan e subir o degrau em direção à sala, se convidando para entrar. Os rapazes não tiveram escolha senão segui-la.
Os três então se sentaram no sofá e conversaram a fim de se conhecerem melhor, Izuku não pôde evitar de comentar sobre como ele e Kacchan se conheceram e Katsuki só pôde confirmar apesar de todo o remorso que ainda sentia, Mitsuki também não estava tão orgulhosa do filho, como se pode imaginar.
- Às vezes me pergunto onde eu errei com você. - A súcuba repreendeu o filho.
- Você é a última pessoa de quem eu quero ouvir um sermão. - Katsuki retrucou.
Sua mãe negou com a cabeça e abriu a boca novamente.
- Por que não vai fazer um chá pra gente, Katsuki? - Pediu como pretexto para se livrar do filho um pouco e ter um tempo a sós com o novo genro.
O cupido rosnou e se levantou de mau grado em direção à cozinha, deixando sua mãe sozinha com o namorado na sala, só esperava que esta não fosse dizer nenhuma besteira.
- Eu sinto muito pelo comportamento do meu filho, querido.
- A-ah, tudo bem! Isso tudo já ficou no passado… - Izuku garantiu esfregando a nuca.
- Sei que são almas gêmeas e eu sou a última pessoa que gostaria de ver meu filho ter um fim trágico como aquele, inclusive estou feliz que tenham se acertado, mas sinto que você mesmo devia tentar se prezar um pouco mais.
- É, todo mundo diz isso… - O esverdeado encolheu os ombros, constrangido.
- Porque é verdade. Você parece ser uma ótima pessoa e merece melhor.
- EU OUVI ISSO!!! - Katsuki berrou da cozinha.
- É BOM MESMO!!! - Sua mãe retrucou.
Izuku soltou um riso divertido; pelo que Kacchan contou, imaginava Mitsuki completamente diferente, não tinha ideia de como era engraçada.
- Por que veio visitar agora? Combinamos de marcar um dia. - O loiro saiu resmungando da cozinha com uma bandeja de chá em mãos.
- Estava ansiosa para conhecer o meu genro; só fico aliviada por não ter aparecido antes, parece que estavam mesmo ocupados. - Comentou ela com uma piscadela.
Katsuki quase derrubou a bandeja em cima da mesa de centro ao ouvir seu tom sugestivo, já Izuku corou feito um tomate.
- Mãe! - Avisou o íncubo.
- C-c-c-c-como sabe disso?! - O esverdeado perguntou-lhe desesperado.
- Você está com o cheiro do meu filho, um banho não é o suficiente para se livrar disso. - Mitsuki arqueou uma sobrancelha.
- Podemos não falar sobre isso?! - Katsuki exclamou desconfortável.
- Desculpem, não pude resistir! - A figura materna riu às suas custas. - De qualquer forma, estou mesmo feliz por vocês dois. O Katsuki tem muita sorte de ter uma alma gêmea como você, Izuku! Espero poder te conhecer melhor. - Disse ao segurar as mãos do esverdeado.
- Obrigado, t-tia Mitsuki. - Respondeu acanhado.
- Bem-vindo à família. - A súcuba sorriu genuinamente.
Não imaginava que seria tão bem aceito tão rápido, conhecer a senhora Bakugou foi uma experiência melhor do que o antecipado, sua visita iluminou a noite.
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