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Bo Toriko.jpg

Despedidas e Reencontros

Quer passar naquela confeitaria para comprar a torta de chocolate que você gosta, depois do meu turno?

Quero! :3

Sabia que não ia resistir. :)

Às vezes você me mima demais.

É porque eu amo te mimar.

Pô, Kacchan…

Não reclama, sei que você gosta. ;)

Talvez, um pouco…

Já sinto sua falta.

Eu também.

Tenho que voltar, falo com você mais tarde.

Te amo.

Também te amo. <3

Izuku sorriu à tela do celular feito bobo antes de enfiá-lo no bolso e continuar com seu caminho.

Era seu dia de folga mas, como Katsuki ainda estava no trabalho, tirou um tempo para si e foi dar uma volta no shopping local; passou andando pelas lojas e observando as vitrines distraído em seus pensamentos, quase não notou uma figura levemente familiar entrando numa loja de artigos para bebês. Curioso, seguiu-a para confirmar suas suspeitas.

Adentrou a loja tímido e observando os arredores, logo foi abordado por uma vendedora lhe perguntando se precisava de ajuda para escolher no que respondeu que “só estava olhando”; assim que a moça partiu, Izuku viu na gôndola de pijamas ao lado a moça de máscara e óculos escuros que procurava; seu cabelo pálido estava amarrado num coque abaixo do chapéu, mas sua pele morena era inconfundível. O esverdeado se aproximou.

- Com licença… - Chamou. - Mirko?

Alguns levantaram as cabeças curiosos ao ouvir o pseudônimo e a mulher franziu o cenho na direção do esverdeado.

- É Usagiyama, por quê acha que estou disfarçada, Midoriya? - Corrigiu num sussurro.

- A-ah! Desculpe, confundi com outra pessoa… - O sardento sacudiu as mãos freneticamente; os espectadores desviaram a atenção deles, acreditando em sua desculpa apesar do tom não convincente.

- O que veio fazer aqui…? Estava me seguindo? - Acusou a moça.

- Bom, eu-! Sim… - Izuku confessou nervoso.

- E o que quer que eu diga? Não tem outro motivo para eu estar aqui, não é? - Brincou ela.

- Foi o que eu imaginei… - Sorriu acanhado. - Não te vejo desde o casamento dos Shimura, você ainda está com o irmão do Todoroki?

- Sim. - Rumi soltou uma risadinha.

Izuku sorriu.

- Entendi… meus parabéns!

- Obrigada… mas não sei se eu deveria me sentir tão entusiasmada.

- Hã…? - O esverdeado resmungou confuso.

- Bom, deve imaginar que não estou adorando a ideia do meu primogênito ter que ir com o Touya pro inferno para o treinamento de cupido.

- O quê-?! - Izuku exclamou e tapou a boca instantaneamente, sussurrando um pedido de desculpas para os funcionários e fregueses por levantar a voz.

- Hora, achei que você soubesse.

- Sim, descobri que várias pessoas do meu entorno são, bom… você sabe, mas não imaginava que o Touya também fosse.

- Mas o Bakugou não te contou sobre o irmão dele?

Izuku ficou mudo e então começou a balbuciar envergonhado enquanto Rumi ria às suas custas.

- Qual é, Midoriya, era só ligar os pontos!

- É, tem razão…

- Mas e você?

- Uhm?

- Você parece ser o tipo de cara que cuidaria bem de uma criança, já pensou em adotar?

O esverdeado deu de ombros.

- Nunca pensei muito sobre o assunto.

- Bom, é uma escolha sua. - Disse Rumi ao voltar a atenção para os pijamas.

Izuku não estava realmente pensando em adotar uma criança, mas não podia negar que era uma ideia que cogitaria.

- - -

Os dois rapazes se viam frente à recepção de um hospital, o esverdeado trazia consigo um grande urso de pelúcia que compraram no caminho para lá; foram rapidamente ao quarto indicado e Bakugou não pôde deixar de notar a feição pensativa do menor.

- Parece até que é você quem vai ter um bebê, por quê parece tão nervoso?

- Ha ha, muito engraçado. - Pausou para suspirar. - Eu só imagino se vão gostar do presente.

O íncubo deu de ombros.

- É o bebê que tem que gostar e ela ainda não tem idade para fazer esse tipo de distinção.

- Ainda quero causar uma boa impressão.

- Relaxa, não é nada muito pequeno nem inapropriado, tenho certeza de que vão gostar.

Katsuki bateu na porta ao chegar e foram recebidos de prontidão; Touya deixou-os entrar e logo viram a mamãe de primeira viagem deitada no leito com sua primogênita nos braços, Tenko a acompanhava junto de Rumi que, em seu terceiro bimestre de gravidez, segurava a filha mais velha no colo.

- Vocês vieram. - Himiko sorriu cansada, deve ter sido uma noite longa para ela, afinal.

- Ah, todos já estão aqui? - Izuku indagou ao adentrar rapidamente o quarto e entregar a pelúcia para seu chefe. - Trouxemos um presente para a… - Olhou na direção da senhora Shimura que captou a mensagem.

- Hana. - Completou ela.

O esverdeado sorriu em compreensão.

- Certo; espero que a Hana goste!

Tenko soltou um riso caloroso do fundo da garganta ao aceitar o presente em mãos.

- Ela ainda é muito nova para fazer essa distinção, mas tenho certeza de que vai se apegar a um presente do tio Midoriya.

Seu funcionário sorriu acanhado no que Tenko guardava a pelúcia.

Os recém-chegados se aproximaram para dar uma olhada melhor em Hana. Ela tinha muitos trejeitos do pai, como seus ralos cabelos negros e uma pinta adornando seu rosto abaixo do lábio inferior, mas percebia-se também que puxara o nariz da mãe e o formato dos olhos também, a cor, no entanto, só o tempo dirá.

- Aaah, ela é tão bonitinha! - Izuku comentou admirado.

- Se parece com vocês dois. - Disse Katsuki.

Naquele momento, todos os olhos se voltaram para a bebê menos os de Bakugou, que logo buscaram o namorado ao seu lado; ele parecia radiante. O íncubo sempre imaginou que Izuku seria um ótimo pai, mas nunca conversaram muito sobre o assunto.

Em seguida, tiveram de dar um momento a sós para a mamãe descansar ao término do horário de visitas, então ambos os casais remanescentes concordaram em sair para almoçar juntos.

Se atualizaram sobre a vida enquanto comiam: o que andavam fazendo antes de se encontrarem, como andavam as coisas na criação de sua filha Mori, a gestação de Rumi e por aí vai. Aparentemente sua primogênita gostava de colorir as tatuagens do pai com canetinhas hidrocor, Izuku riu divertido à informação.

- É coisa de criança. Ela adora as tatuagens do Touya e as vê como um livro para colorir. - Rumi explicou com um sorriso.

- E você deixa? - Katsuki perguntou ao ruivo.

- É melhor deixá-la se divertir, logo suas características vão brotar e não vamos ter muito mais tempo para passar em família, além do quê não quero ser igual ao meu velho.

Um silêncio desconfortável caiu sobre a mesa e todos se viraram para Mori que comia papinha nos braços do pai, absorta ao rumo da conversa. Dois cocurutos brotavam em sua testa morena e o mesmo devia estar acontecendo em seu cóccix, logo chifres, asas e um rabo apareceriam dos mesmos e seria levada para começar o treinamento, então não teria muito mais tempo para ficar com a mãe no mundo humano, seu pai, por sua vez, não teria muitas outras chances de rever Rumi até a filha completar 20 anos e voltar à superfície como a próxima cupido da geração. Ao menos Touya era consciente o suficiente para não querer se rebaixar ao nível de seu pai.

Após se despedirem, os casais voltaram para suas respectivas casas; Izuku e Katsuki já moravam juntos àquele ponto. O esverdeado foi logo se esparramando no sofá da sala para descansar do almoço.

- Aah… estou cheio. - Disse com um suspiro.

Ao seu lado, Kacchan parecia disperso em seus pensamentos, o que não passou despercebido.

- Está preocupado com alguma coisa? - Indagou o sardento.

Katsuki pausou antes de responder.

- Já pensou em ter um filho?

A pergunta repentina quase fez Izuku engasgar com a própria saliva.

- O- Quer dizer… você quer?

O íncubo deu de ombros.

- Só andei reparando desde que a Mori nasceu e agora a Hana também… você deve gostar de crianças, não é? Sempre podemos adotar, se quiser.

O esverdeado esboçou um sorriso fraco.

- Obrigado, Kacchan… mas não precisa.

- É mesmo o que quer?

- Bom, crianças são legais, mas não seria meio difícil criar um filho nas nossas condições?

- Ainda podemos fazer funcionar.

 

Izuku pausou pensativo.

- Por que está insistindo tanto? Por acaso você-?

- Não sei que tipo de pai eu seria, devo confessar que tenho receio… mas, se quiser, sempre podemos arranjar um jeito.

- Kacchan… realmente não precisa, estou feliz com o que temos agora.

Katsuki sorriu genuinamente.

- Que bom… se você está feliz, é tudo o que importa. - Disse com um beijo no esverdeado.

Os próximos dias seguiram como de costume até o grupo de amigos receber uma mensagem de Momo e Kyouka, marcando de se encontrar com todos; após combinarem uma data, os amigos então foram ao apartamento compartilhado das duas.

- Que bom que estamos nos encontrando, de novo! Fazia tanto tempo que senti saudades de vocês. - Mina comentou alegre de onde se sentava no sofá da sala de estar.

Yaoyorozu soltou um riso divertido do fundo da garganta.

- Acho que todos podemos concordar! A vida tem sido corrida nos últimos tempos. - Disse com um olhar amoroso na direção de sua parceira.

- Mas e então? Vocês disseram que tinham um anúncio importante, o que é? - Uraraka indagou animada.

Ambas as moças se entreolharam com sorrisos tímidos em meio ao silêncio da sala, foi um curto momento até Jirou abrir a boca.

- Bom… andamos conversando nós duas, e tomamos uma decisão importante que vocês precisam saber.

- Ai, fala logo! Não aguento de tanto suspense! - Mina choramingou.

- Vai ser mais fácil se você deixá-las terminar, Mina. - Comentou Eijirou.

A garota de cabelos cor de rosa então se calou contrariada, todos na sala riram ao seu beicinho.

- Como a Kyouka estava dizendo, resolvemos dar um passo adiante. - O comentário de Momo arrancou exalações surpresas de todos os presentes. - Estamos querendo nos casar, por isso vamos nos mudar para os Estados Unidos.

O silêncio que seguiu após o anúncio carregava o choque de seus amigos.

- Então… não vamos mais ver vocês? - Denki disse devagar.

O casal de mulheres se entreolhou e ambas se remexeram desconfortáveis em seus assentos. Yaoyorozu pigarreou.

- Vamos visitar sempre que possível e ficaremos felizes que façam o mesmo, inclusive estão todos convidados para a cerimônia, mas vamos entender, caso não puderem comparecer! É só que estávamos querendo muito isso, então…

Percebendo a gafe, Kaminari mordeu a língua, constrangido, não demorou muito para seu acompanhante lhe dar um pescotapa.

- O que o Den está querendo dizer é que estamos felizes por vocês, mas ainda vão fazer falta. - Shinsou disse monótono.

- Porra, Toshi! - Denki reclamou ao esfregar a nuca.

Seus amigos riram à cena.

- Tudo bem, entendemos que pode ser difícil… Vocês também vão fazer muita falta, pessoal! - Kyouka se pronunciou.

- De qualquer jeito, é melhor manterem contato, ou vou caçar vocês até o canto mais escuro do planeta! - Exclamou Mina.

- Pode deixar. Vamos, sim! - Momo concordou radiante.

- Mas contem: quando vai ser o casamento? - Uraraka indagou curiosa.

- Ainda é cedo para dizer, estamos organizando a viagem primeiro. - Respondeu a morena de rabo de cavalo.

- Eu mal posso esperar! Pretendem adotar, também? - A castanha perguntou a fim de saber mais.

- Não conversamos muito sobre isso ainda, mas quem sabe um dia… - Disse Kyouka ao se voltar para a parceira.

- Nesse caso, precisamos comemorar! - Itsuka se pronunciou. - Pelo casal e para aproveitar o tempo que nos resta… O que me dizem?

Todos sorriram em sua direção, ninguém discordou.

Deram uma festa improvisada no apartamento das duas moças, ligaram o aparelho de som e se serviram das bebidas e petiscos que sobravam na geladeira; não era muito, mas fez valer a pena. Logo não teriam muitas outras chances de ver Yaoyorozu e Jirou, então festejaram como tal.

A noite terminou com discursos dos seus amigos em apreciação ao casal, descansaram e conversaram mais um pouco antes de terem que encerrar a noite.

Meses depois, todos se reuniram no aeroporto para se despedirem.

- Obrigada por tudo, pessoal… até a próxima! - Falou Kyouka ao término da distribuição de abraços.

- Vocês vão fazer falta. - Confessou Katsuki.

Izuku assentiu em concordância.

- Façam uma boa viagem!

- Está nervosa? É um novo começo, afinal. - Shinsou perguntou a Jirou.

- Um pouco, sim, mas estou um pouco mais acostumada do que a Yaomomo. - Confessou ela.

- Eu imagino. - O arroxeado sorriu com a mão no pescoço.

- Claro. - Kyouka riu. - Agora pode tirar o seu namorado da minha noiva?

Ambos se viraram para Momo e Denki que a abraçava com força e chorava palavras incoerentes, Shinsou puxou-o impaciente para longe da moça pois já estava na hora de ir. Acenaram suas últimas despedidas e observaram o casal partir pelo portão de embarque.

Alguns dias se passaram, os amigos ainda mantinham contato com Yaoyorozu e Jirou por mensagem como prometido.

Certa manhã, pouco após terem recebido os convites de casamento, Izuku acordou com uma notificação de mensagem em seu celular; ao checar o telefone, levantou da cama num pulo, de repente mais desperto.

- Ei, o que aconteceu? - Katsuki perguntou alarmado de seu lugar na cama.

- Estou saindo, te vejo depois! - O esverdeado agarrou o casaco do armário e calçou os sapatos, correndo para fora de casa com a roupa que estava.

- Izuku-! - Kacchan tentou chamar do quarto, mas seu namorado já havia batido a porta de entrada com pressa, deixando um íncubo confuso para trás.

O sardento correu pelas ruas daquela manhã fria com uma direção em mente; as chances eram baixas, mas ainda tinha esperança daquela mensagem ser verdadeira.

Chegando ao parque local, se deparou com o casal de amigos que também havia acabado de chegar.

- Iida, Uraraka! Ele chamou vocês também? - Indagou o esverdeado.

O mais alto assentiu.

- Você também, pelo visto. - Falou ofegante.

- Onde será que ele está? - A castanha olhou os arredores freneticamente.

Todos paralisaram e ficaram encarando a figura que se aproximava com cautela.

- Vocês vieram… - Comentou o bicolor para receber um silêncio perplexo em retorno. - Olhem, eu… pensei várias vezes em como poderia dizer isso, mas palavras não são suficientes para me desculpar… Sei que pode ser egoísta e eu não mereço, mas vocês não têm ideia do quanto senti sua falta… Eu me afastei para me proteger e, o pior de tudo, é que ainda não tenho coragem para enfrentar essa situação, por isso chamei vocês aqui quando soube que a… bem, que ela já não está mais no Japão. Sei que eu não mereço, mas queria pedir-

Shouto olhou para baixo, suas palavras foram interrompidas por um abraço repentino.

- Já chega, Todoroki… não precisa se explicar, nós entendemos. Sentimos sua falta, idiota.

Iida e Uraraka exalaram chocados, a iniciativa de Midoriya foi suficiente para arrancar lágrimas de seus olhos heterocromáticos; nunca na vida haviam o visto chorar.

O casal pulou em meio aos dois e se uniram ao abraço, todos emocionados com o retorno de seu amigo, tão distraídos com o momento que nem notaram a figura loira que havia seguido Izuku por curiosidade, assistindo a cena de uma distância.

Apesar de não achar que Shouto merecesse, Bakugou não pôde evitar um sorriso, afinal sua alma gêmea estava feliz e é só o que importa.

Nota Autoral

O Touya c ctz adotaria o sobrenome da Rumi no seu casamento ‘w’ “Todoroki” é um nome de maior prestígio graças ao Endeavor, o q ñ é diferente onde a fic se passa, mas vamos combinar… é o Endeavor, e ele tb fez tão ruim qt o Bakugou nesta minha versão, confia >.>

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