
A Vida é Uma Festa
Izuku acordou com Katsuki beijando seu rosto e acariciando seu corpo; seus olhos esmeralda abriram preguiçosamente para o mundo real, ainda sentia-se exausto.
- Bom dia, bebê. - Seu namorado saudou num sussurro quando percebeu que havia acordado.
- Kacchan…
O íncubo ajeitou as mechas de cabelo verde em sua franja e fitou-o sereno.
- Está pronto para levantar?
Izuku esfregou os olhos para espantar o sono antes de responder.
- Acho que preciso acabar logo com isso… - Resmungou ao sentar-se na cama.
Antes que pudesse sair da cama, Bakugou agarrou seu ombro por trás, forçando-o a ficar no lugar.
- Está mesmo pronto para levantar? - Insistiu o cupido.
- Ficar me lamentando na cama não vai resolver nada, não é…? - Disse Izuku ao escapar do toque e se pôr de pé. - Além do mais, temos um casamento para comparecer no final de semana.
Bakugou franziu o cenho, impaciente.
- Elas já não deixaram claro? Você não é obrigado a ir.
- Eu sei, mas foi o único motivo que nos trouxe aqui…
Seu companheiro suspirou exalado e se pôs de pé ao lado dele, se aproximando e segurando seu rosto sardento.
- Izuku… isso já não é mais só sobre o casamento, você precisa entender que também é importante, e a Kyouka e a Yaoyorozu podem concordar. Mas não se preocupe, se você não for, vou ficar aqui com você.
- Kacchan-
- Ei, acha mesmo que vou te deixar sozinho para ir me divertir com nossos amigos? - Katsuki repreendeu, interrompendo-o.
O esverdeado pausou.
- Obrigado. - Murmurou.
- Claro. - Bakugou respondeu com um beijo rápido em seus lábios. - Agora vá se arrumar.
Izuku assentiu obediente e foi ao banheiro para se aprontar pro dia enquanto Katsuki arrumava a cama; assim que terminou a tarefa, ouviu batidas insistentes na porta da frente, indo atender seus amigos impacientemente logo depois.
- Oi, Katsubro! - Saudou Kirishima.
- Péssima hora. - Resmungou o loiro em resposta.
- Como está o Midoriya? - Mina indagou curiosa, ignorando o comentário do cupido.
Bakugou segurou o cenho e suspirou irritado, deixando o grupo entrar logo depois, afinal percebeu que teria de atualizá-los na situação, mesmo que contra a sua vontade. Todos foram se sentando devagar e incertos, ninguém disse nada até Katsuki fechar a porta e abrir a boca.
- O Hisashi ligou para ele, noite passada. - Falou direto e reto para o choque de seus amigos.
- E como ele está?! - Uraraka perguntou inquieta.
- Acho que na medida do possível. Já bloqueei o número e espero que ele não venha nos incomodar mais até o fim da viagem; no momento, seria melhor se pudéssemos animar o Izuku um pouco mais.
- Pode deixar, Katsuki! - Denki fez um sinal de “positivo” com o polegar, os outros assentiram determinados.
- Certo. Vou dar uma olhada nele, fiquem aqui. - Avisou o íncubo ao se dirigir à porta do quarto.
O esverdeado estava saindo do banheiro quando entrou; trocaram olhares intensos no que Bakugou fechava a porta atrás de si.
- Onde estava? - Izuku finalmente perguntou.
- Só fui atender a porta. - Deu de ombros.
- Eles estão aqui de novo? - O menor sorriu cansado.
- Estão preocupados com você, já deve imaginar. Todos estamos.
O esverdeado abaixou os olhos com um sorriso caloroso, sentindo-se grato por ter amigos como os seus.
- Quer ir tomar café da manhã? - Convidou Katsuki.
- Claro… só preciso fazer uma coisa antes.
- Vai ligar para sua mãe?
Izuku assentiu devagar.
Bakugou não ia contrariar; apesar de já ter ligado na noite anterior, sabia que Inko devia estar sofrendo muito mais do que o filho após descobrir a verdade sobre Hisashi e também se preocupava com ela.
- Certo, vou estar esperando na sala. - Avisou ao se virar para a porta.
- Claro, já vou!
O esverdeado foi logo pegando o telefone no criado mudo e selecionando o contato de Inko assim que Kacchan saiu, pouco depois, esta atendeu.
- Oi, Izuku. - Saudou ela com voz cansada.
- Oi, mãe… espero não estar ligando muito tarde para você.
- Não, não, ainda é cedo, eu só estou bastante cansada depois de-
- Eu sei, eu imagino. - Seu filho interrompeu com dor na voz.
- Pois é… E como você está? Fiquei sabendo que seu pai te ligou de novo ontem.
- Ah, então o Kacchan te ligou?
- Ligou, mas foi o Toshi que atendeu. Agradeça-o por mim depois.
- Pode deixar. - Izuku sorriu com um leve rubor nas bochechas. - Bom, devo confessar que eu estava até melhor antes dele ligar, mas acho que aquilo não me abalou tanto quanto deveria, afinal foi o Kacchan que falou com ele.
- Entendi. Fico feliz que ele esteja te tratando tão bem agora.
- Eu já não o culpo mais pelo que aconteceu, o Kacchan, por outro lado…
- Eu devo imaginar… - Inko soltou um riso constrangido.
- E você? Como está lidando com tudo isso? - Izuku perguntou preocupado.
- Muito melhor com sua ajuda e a do Toshi, inclusive obrigada por tê-lo avisado.
- Não poderia te deixar sozinha depois de tudo…
- Eu sei… obrigada mesmo.
- Bom, fico feliz em saber que está melhor.
- Igualmente.
- Tenho que ir agora, meus amigos vão me levar para tomar café.
- Tudo bem. Aproveite o tempo com eles, então.
- Você e o Yagi também.
- Claro. Obrigada por ter ligado, nos falamos depois?
- Claro! Até depois, mãe.
- Tchau, querido.
O esverdeado então desligou o telefone e o botou de lado, não iria mais se preocupar com nada daquilo pelo resto do dia, iria apenas se divertir com os amigos e tentar esquecer.
Se trocou rapidamente e adentrou a sala de estar, onde todos o estavam esperando com expressões de funeral, Iida e Uraraka foram os primeiros a levantar.
- Bom dia, Midoriya! - Disse o mais alto em seu jeito robótico.
- Como está se sentindo? - A castanha perguntou preocupada.
Izuku sorriu cansado.
- Acho que… não tão terrível assim.
- Que bom… Isso é bom, não é? Podia estar pior. - Sua amiga disse incerta.
- De qualquer forma, vamos te ajudar a sair dessa. - Iida golpeou o ar em sua direção, Uraraka assentiu.
- Vamos tomar café? A Kyouka e a Yaomomo disseram que já estavam vindo. - Mina convidou, se levantando do sofá num pulo.
- Uhum! - O esverdeado concordou animado.
Desceram pro saguão principal conversando e brincando na tentativa de animar Midoriya, ao saírem do elevador, avistaram Momo e Kyouka acompanhadas de uma senhora de óculos que não haviam visto antes; logo ouviram um grito agudo vindo de trás.
- Ai, não acredito! - Mina comentou animada, correndo para abraçar a moça que as acompanhava.
- Tia Mika! - Denki seguiu a deixa, se unindo a Mina para abraçar o rosto novo.
- Ah, não… não se incomodem com a gente. - Jirou disse sarcástica.
Ambos soltaram a mais velha ao comentário, se virando para o casal de noivas de pé ao seu lado; Mika ajustou os óculos com um risinho divertido do fundo da garganta.
- Jirou, quem é essa aí? É a sua cara! - Indagou Uraraka.
- Esta aqui é a Mika, minha mãe. - A roqueira sorriu ao apontar a moça ao seu lado que acenou sorridente.
- É um prazer! - A senhora Jirou comentou animada.
Izuku, Tenya, Ochako, Hitoshi e Itsuka reverenciaram em retorno, os restantes acenaram expressando suas saudades.
“A mãe da Jirou? Então isso significa que ela também é…?” O esverdeado imaginou enquanto observava seus amigos cercando Mika a fim de se atualizarem e saberem mais sobre ela.
- A senhora veio pro casamento? - Iida se dirigiu a ela.
- Claro, não perderia por nada nesse mundo! - Seu comentário fez a filha corar.
- Vamos ver os pais da Yaoyorozu também? - Uraraka indagou curiosa.
- Ah, eles estão muito ocupados com o trabalho; já precisaram espremer um horário na agenda para a cerimônia e só devem aparecer no dia. - Momo disse acanhada.
- Mal posso esperar para conhecê-los! - A castanha comentou animada.
- Acho que podemos continuar nos atualizando no café da manhã. Vamos comer? - Convidou a figura materna, todos concordaram.
O grupo seguiu conversando do caminho ao refeitório do hotel até a mesa de café da manhã, toda a atenção caindo sobre a recém-chegada.
- Mal posso esperar para ver vocês duas no altar, querida! - Mika comentou com sua filha. - Posso cantar algumas das minhas músicas, na recepção.
- A senhora é musicista? - Izuku indagou curioso.
- Ah, isso já faz muito tempo, estou aposentada. - Respondeu a senhora Jirou.
- Obrigada, mãe, mas achei que você devesse se manter anônima. Se alguém te reconhecer cantando, vão cair em cima. - Kyouka arqueou uma sobrancelha.
- Hora, posso abrir essa brecha para a minha única filha. Além do mais, é uma cerimônia só entre amigos e familiares, não deve ter tanto problema. - Raciocinou Mika.
- Você esqueceu dos garçons e músicos que contratamos para o casamento? E se-?
- Deixe de ser careta, Kyouka! Sei que se preocupa, mas temos que aproveitar esse momento! - A mãe de Jirou interrompeu-a e se levantou de seu lugar na mesa com uma pose confiante. - Vamos fazer um casamento digno do Rock!
O grupo de amigos concordou com o ânimo da figura materna, Kyouka, no entanto, ficou vermelha de vergonha.
- Mãe! Está chamando atenção; por favor, senta! - Sua filha sibilou.
- Não precisa disso, querida, eles não devem nos entender, mesmo. - Mika raciocinou, se referindo aos hóspedes com os olhos atentos sobre si.
- Não é esse o problema. - Kyouka abaixou o rosto, acanhada.
A senhora Jirou soltou um risinho divertido e, finalmente, se sentou.
- Você não gosta mesmo de chamar atenção, não é? Por isso não seguiu uma carreira musical como eu e o seu pai. - Comentou Mika ao bagunçar os cabelos da filha afetuosamente.
- A senhora é bem energética! - Uraraka disse admirada, seu namorado assentiu em concordância.
- E quanto ao senhor Jirou? Vamos poder vê-lo no casamento? - Indagou ele.
- Ah, sou viúva, o Kyoutoku faleceu faz tempo. - Mika comentou com uma expressão suave.
- Eu não sabia, sinto muito por sua perda. - Disse Iida.
- Não tem problema, faz muito tempo mesmo, já nos conformamos. - A figura materna comentou com os olhos sobre a filha.
O esverdeado observou a conversa atento; quanto mais a senhora Jirou falava, mais suas suspeitas aumentavam, de qualquer forma, seu ânimo o encorajava a comparecer no casamento de suas amigas, já estava quase esquecendo o motivo para não ir.
- Mas e então, quais são os planos para hoje? - Mika se debruçou sobre a mesa à frente. - Soube que no hotel tem piscina, podemos nadar!
- Você trouxe roupa de banho? - Kyouka questionou sua mãe.
- Não se preocupe, querida! Foi por isso que vim com maiô por baixo. - Mika respondeu naturalmente.
- Como consegue revelar desse jeito? - Sua filha sorriu constrangida.
- Seria uma ótima ideia! Podemos passar em casa para pegar nossas roupas de banho, o que acha, amor? - Yaoyorozu perguntou à sua noiva.
- Acham mesmo uma boa ideia ir nadar logo depois de comer? - Repreendeu Iida.
- Não seja estraga prazeres, Tenya! - Ochako reclamou com uma cotovelada em suas costelas.
Mika riu divertida.
- Tudo bem, acho que podemos descansar um pouco antes para fazer a digestão, assim dá tempo de vocês irem buscar seus biquínis. - Disse ela ao se virar para a filha e sua futura esposa.
Não puderam contrariar; as duas moças então voltaram para buscar o necessário enquanto seus amigos conversavam no saguão do hotel, se atualizando e conhecendo melhor a mãe de Jirou; logo Momo e Kyouka estavam de volta, então todos vestiram suas roupas de banho e foram direto para a área da piscina.
Ochako se divertia brincando na água com as amigas enquanto seu namorado observava de seu lugar numa espreguiçadeira na beirada.
- Não vai entrar com a gente, Tenya? - A castanha chamou.
- Vou esperar mais um pouco por precaução. - O mais alto respondeu ao golpear o ar de forma costumeira.
- Você não tem jeito… - Uraraka sorriu impaciente.
Mika riu à cena com os outros, seus olhos púrpura então se voltaram para o esverdeado não muito longe; Hanta e Denki pareciam se divertir afundando sua cabeça na água. A mais velha sorriu e se aproximou deles.
- Ei, Midoriya. - Chamou, todos pararam o que estavam fazendo ao percebê-la.
Logo Izuku recebeu um jato d’água no rosto que a senhora Jirou esguichou com a própria mão; seus olhos verdes se arregalaram enquanto os outros dois rapazes falhavam em segurar o riso.
- Mãe, se comporte um pouco. - Kyouka repreendeu.
Mika soltou um risinho divertido ao se virar pra filha.
- Não pude resistir. - Cantarolou em resposta.
- Vocês querem parar de importuná-lo?! - Bakugou exclamou ao nadar de encontro ao namorado e tomá-lo nos braços. - Vem cá que eu te protejo, bebê.
- Kacchan! Estamos em público! - O esverdeado exclamou envergonhado, tentando se soltar do abraço em vão.
- Não precisa se preocupar tanto, não estamos mais no Japão. - Rebateu o íncubo.
Izuku cobriu o rosto vermelho nos braços do namorado enquanto seus amigos riam às suas custas, logo todos se calaram e engoliram um seco perante o olhar ameaçador que receberam de Katsuki, repreendendo-os silenciosamente.
Ficaram na piscina até pouco antes do meio dia e, pela primeira vez desde o início daquela viagem, Izuku estava se divertindo; já nem lembrava direito do motivo de seus pesares.
Se perderam tanto nas brincadeiras que quase esqueceram o horário de almoço, apenas voltando à realidade quando ouviram o telefone do esverdeado tocando de onde guardou os seus pertences; este buscou os olhos do namorado antes de sair da piscina para atender, ambos preocupados com o que sairia dali. Katsuki quis intervir, mas podia ser algo importante, então deixou-o ir muito contra sua vontade, mas com os olhos atentos sobre si.
Buscando sua toalha, Izuku secou bem o rosto e as mãos para poder atender e ficou surpreso ao ver o contato na tela.
- Oi, Todoroki. - Saudou.
- Boa noite, Midoriya… Quer dizer- força do hábito. Espero não estar ligando numa hora ruim.
O esverdeado sorriu divertido.
- Não se preocupe com isso.
- Ah, que bom… Eu conversei com a sua mãe enquanto estava fora, já que não recebi muitas notícias.
O anúncio causou um aperto no peito de Izuku e sua boca ficou seca.
- Todoroki, eu… sinto muito.
- Não é você quem devia se desculpar… Sinto muito que esteja passando por isso. Eu gostaria de poder dizer algo para te confortar, mas nós dois sabemos que palavras não são suficientes. - A voz do bicolor estava carregada de pesar.
O esverdeado se calou; depois de tudo o que ouviu sobre o pai de Todoroki, entendia que estava meio que falando por experiência própria. Apesar de Enji nunca ter traído sua alma gêmea, a busca pela perfeição e poder o fez agir de forma abusiva para com a própria família.
- Me sinto mal por vocês… Sua mãe não parecia muito bem, na última vez em que a vi, vou passar na casa dela sempre que possível para ajudar como puder. - Shouto continuou no que não recebeu resposta.
- Você não é obrigado a isso. - Izuku disse devagar.
- Claro que eu sou, estava te devendo essa.
- Todoroki… - O sardento sorriu acanhado. - Obrigado.
- É o mínimo que eu posso fazer. Só queria te garantir que eu e o Yagi vamos ajudar como puder, espero que isso o deixe tranquilo o suficiente para poder aproveitar a viagem.
- Já me ajuda bastante… Não posso agradecer o suficiente.
- Não tem porquê, só fico aliviado em saber disso.
- Uhum! Desculpe o incômodo… espero que cuide bem dela!
- Claro, eu também espero que se divirta. Até mais, Midoriya.
- Sim. Até mais, Todoroki!
Desligando o aparelho, Izuku botou-o de volta com seus pertences junto à toalha, então se virou para a piscina com um largo sorriso e uma lágrima solitária ameaçando escorrer de seu olho, foi quando se deparou com Kacchan e a senhora Jirou conversando na beirada com expressões sérias; achou sensato dar-lhes privacidade, mas ambos já o haviam notado e se viraram para ele, convidando-o com o olhar.
Entendendo a mensagem subliminar, Izuku se aproximou devagar; seu namorado se pronunciou antes mesmo que tivesse a chance de abrir a boca.
- O que o Todoroki queria?
- Ah, só queria me tranquilizar… Ele ficou sabendo pela minha mãe o que… tinha acontecido e está cuidando dela.
Katsuki suspirou um pouco mais aliviado.
- Acho bom. - Disse com um toque afetuoso em seus cachos verdes. - Depois falo com você, está bem?
Izuku observou confuso Kacchan se distanciar, então se virou para a senhora Jirou, percebendo que deviam estar tramando algo.
- Há algo errado? - Perguntou-a receoso.
- Bom… de certa forma, apesar de não ser culpa sua.
Izuku exalou surpreso.
- A senhora já sabe?
- Foi o motivo que me trouxe aqui. - Mika assentiu com um sorriso melancólico.
- Bem, eu-
- Olha, Midoriya, entendo que precisa do seu tempo e sei que deve ter ouvido isso a semana inteira. - A mais velha interrompeu. - Todos devem estar tentando te convencer de que não é obrigado a ir no casamento, se não estiver se sentindo bem para isso… mas eu vim fazer exatamente o contrário.
O esverdeado fitou-a, confuso.
- Hã…?
- Sei que deve ser difícil e não imagino o quanto deva estar sofrendo, mas, se tem uma coisa que eu aprendi convivendo com os humanos, é que sua vida é curta demais para deixar qualquer oportunidade escapar.
Izuku encarou-a intensamente.
- Então você é mesmo…
A súcuba riu divertida.
- Como adivinhou?
O sardento sorriu acanhado até se pôr a pensar nas palavras da senhora Jirou.
- Bom, então… devo mesmo ir?
- Não me leve a mal, não estou te obrigando a nada, só estou dizendo que seria melhor para você e para todos que vá se divertir com seus amigos ao invés de ficar se remoendo no quarto de hotel. A vida é uma festa, e devemos aproveitar cada momento ao máximo… antes que ela acabe.
Izuku se calou, considerando aquelas palavras.
- Espero que isso te ajude um pouco a se decidir; agora acho que devíamos ir almoçar, está quase na hora… - Mika se pronunciou em meio ao silêncio do esverdeado antes de se virar para sair.
- Senhora Jirou. - Chamou ele; a mais velha se virou de volta para seu sorriso determinado. - Vamos fazer um casamento digno do Rock!
Mika sorriu em compreensão.
- É isso o que eu gosto de ouvir.
Nota Autoral
Imagino q, debaixo dos óculos, a Mika tenha olhos roxos, afinal o Kyoutoku já tem olhos pretos e os coadjuvantes do tio Hori, geralmente, têm os olhos da mesma cor q o cabelo
24